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Q3511955 Medicina
Uma paciente de 40 anos, com história de mãe e tia com hipoacusia, apresenta queixa de hipoacusia progressiva bilateral e zumbidos que iniciaram após a última gestação, há 5 anos. A paciente não sabe especificar a causa da perda auditiva na família. Uma otoscopia evidencia sinal de Schwartz bilateral e teste de Rinne negativo em ambas as orelhas.
Considerando-se o quadro clínico apresentado, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Alternativas

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Tema central: Otosclerose como causa de hipoacusia condutiva progressiva, com base em achados clínicos clássicos (sinal de Schwartze, piora pós-gestação, história familiar) e testes de diapasão.

Alternativa correta: C – Otosclerose

Justificativa clínica: Mulher jovem com hipoacusia progressiva bilateral e zumbido, piora após gestação (influência hormonal), história familiar (padrão autossômico dominante, penetrância variável) e sinal de Schwartze bilateral (rubor retro-timpânico, fase ativa/otospongiose). Rinne negativo em ambas as orelhas indica perda condutiva (BC>AC), típica da fixação do estribo. Esses achados formam o quadro clássico de otosclerose estapedial.

Como confirmar o diagnóstico:

  • Audiometria: gap aéreo-ósseo com entalhe de Carhart em 2 kHz (queda da via óssea).
  • Timpanometria: tipo As (complacência reduzida); reflexo estapediano ausente.
  • TC de ossos temporais: áreas hipodensas na fissula ante fenestram (útil para planejamento cirúrgico).

Tratamento (conduta de escolha): Estapedotomia/estapedectomia em candidatos apropriados; AASI quando preferível/indicado. Fluoreto e bisfosfonatos têm benefício incerto e não são rotina. Referências: UpToDate; Cummings Otolaryngology; AAO-HNS.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Neurinoma do acústico (schwannoma vestibular): cursa com hipoacusia neurossensorial unilateral, assimetria, zumbido unilateral e desequilíbrio; Rinne tipicamente positivo; otoscopia normal, sem Schwartze. Diagnóstico por RM.
  • B) Presbiacusia: perda neurossensorial bilateral, simétrica, em idosos (geralmente >60 anos), predomínio em altas frequências; Rinne positivo. Não há relação com gestação nem sinal de Schwartze.
  • D) Aqueduto vestibular alargado: malformação congênita com perda neurossensorial/mista, início na infância/adolescência e flutuações após trauma/barotrauma; sem Schwartze; diagnóstico por TC/RM.
  • E) Otite média crônica simples: haveria perfuração timpânica/otorreia crônica à otoscopia. O Schwartze e a associação com gestação não se encaixam.

Pegadinhas e estratégia: Memorize que Schwartze + Rinne negativo apontam para otosclerose. Diferencie de causas neurossensoriais (presbiacusia, schwannoma) onde o Rinne tende a ser positivo. A referência à gestação é dica clássica de prova.

Fontes: UpToDate (Otosclerosis); Cummings Otolaryngology: Head and Neck Surgery; Harrison’s Principles of Internal Medicine (distúrbios auditivos, visão geral); AAO-HNS recursos clínicos.

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