Um paciente de 30 anos, vítima de acidente automobilístico, ...
Uma tomografia de mastoide deve revelar:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A – fratura transversal do osso temporal
Tema central: Traumatismo de osso temporal e correlação clínico-radiológica dos padrões de fratura. Em provas, a chave é relacionar o tipo de perda auditiva e sintomas vestibulares com a orientação da fratura (clássico “transversal” x “longitudinal”; na classificação atual: cápsula ótica violada x poupada).
Raciocínio para a letra A: O quadro traz otorragia, hipoacusia neurossensorial, vertigem e paralisia facial periférica. Essa constelação indica lesão da cápsula ótica (labirinto e/ou meato acústico interno), típica da fratura transversal. Na TC de alta resolução (cortes 0,5–1 mm) espera-se uma linha de fratura perpendicular ao eixo longo da pirâmide petrosa, frequentemente atravessando vestíbulo/cóclea e/ou o meato acústico interno, podendo haver hemorragia labiríntica. Isso explica a perda auditiva neurossensorial, a vertigem intensa e a paralisia facial imediata por acometimento do VII e VIII pares. O “sinal de Battle” sugere fratura de base do crânio, compatível com esse padrão.
Por que as demais estão erradas?
B) Fratura do conduto auditivo externo: cursa com otorragia e dor local, às vezes estenose do conduto, mas não justifica hipoacusia neurossensorial, vertigem importante nem paralisia facial. A perda, quando presente, tende a ser condutiva.
C) Fratura longitudinal do osso temporal: geralmente poupa a cápsula ótica. Quadro típico: hemotímpano, otorragia, possível laceração do MAE e perda auditiva condutiva por hemotímpano ou lesão ossicular. Paralisia facial é menos comum e, quando ocorre, costuma ser tardia. Não explica bem a hipoacusia neurossensorial + vertigem do caso.
D) Desarticulação incudomaleolar e E) incudoestapediana: ambas causam perda auditiva condutiva (descontinuidade da cadeia ossicular), sem vertigem ou paralisia facial. São mais associadas a fratura longitudinal. Não justificam SNHL e sintomas vestibulares francos.
Estratégia de prova: Quando a questão trouxer SNHL + vertigem + paralisia facial, pense em cápsula ótica violada → fratura transversal. Se focar em otorragia + CHL + hemotímpano, favorece fratura longitudinal ou lesão ossicular. Cuidado com a “pegadinha” da otorragia isolada: ela ocorre em vários padrões e não define sozinha o diagnóstico.
Referências rápidas: Cummings Otolaryngology (Trauma do osso temporal); Glasscock & Shambaugh; UpToDate – Temporal bone fractures; Diretrizes ATLS para avaliação inicial do trauma craniofacial.
Conclusão: O conjunto clínico aponta para lesão da cápsula ótica; a TC de mastoide/temporal deve evidenciar fratura transversal com possível acometimento do labirinto e do meato acústico interno.
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