Uma criança de 5 anos chega à emergência com quadro de odin...
Nesse cenário clínico, o diagnóstico provável dessa criança é:
Gabarito comentado
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Tema central: obstrução aguda de via aérea superior em pediatria. Diferenciar rapidamente causas como epiglotite, crupe e laringite espasmódica é vital para conduta adequada.
Alternativa correta: E — Epiglotite aguda
Justificativa: criança de 5 anos com início súbito de odinofagia intensa, sialorreia (não consegue deglutir), febre alta e dispneia importante sugere epiglotite. A radiografia lateral de pescoço com “sinal do polegar” (epiglote aumentada/edematosa) é clássica. Fisiopatologia: infecção bacteriana (antes Hib; hoje também Streptococcus/Staphylococcus) → edema da epiglote e pregas ariepiglóticas → obstrução supraglótica. Achados associados: voz abafada (“hot potato”), posição de tripé e ausência de tosse “latidos”.
Conduta essencial (se a questão cobrar manejo): via aérea primeiro. Manter a criança calma, oxigênio, evitar manipulação orofaríngea. Intubação orotraqueal em sala equipada com anestesia/OTorrino; se falhar, via aérea cirúrgica. Após estabilizar, ATB IV de amplo espectro: ceftriaxone/cefotaxima ± vancomicina (risco de MRSA). Corticoide pode ser adjuvante. Não atrasar manejo por exames. Referências: UpToDate; AAP/SBP; WHO.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A - Crupe viral: início gradual, pródromos virais, tosse metálica (“de cão”), estridor inspiratório, febre baixa. Radiografia AP pode mostrar “sinal da torre/steeple”, não “polegar”. Responde a dexametasona e adrenalina nebulizada; não há sialorreia marcada.
B - Laringite espasmódica: início noturno, afebril ou febre baixa, tosse metálica, melhora rápida; ausência de toxemia e de sialorreia. Não explicaria o “sinal do polegar”.
C - Laringomalácia: congênita, estridor crônico desde as primeiras semanas de vida, pior em decúbito/ao mamar, sem febre alta nem início súbito. Radiografia não mostra “polegar”.
D - Laringocele externa: dilatação aérea do sáculo laríngeo; cursa com massa cervical compressível que aumenta com Valsalva. Quadro geralmente crônico, sem febre ou sialorreia; radiografia cervical não mostra “sinal do polegar”.
Estratégia de prova: palavras-chave para epiglotite: início súbito + febre alta + sialorreia + disfagia/odinofagia + dispneia e “sinal do polegar”. Lembre da armadilha: não confundir com crupe (tosse metálica, steeple). Em cenário real, não manipular orofaringe e priorizar via aérea antes de exames.
Resumo: o conjunto clínico-radiológico aponta fortemente para epiglotite aguda (E).
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