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Q3511949 Medicina
Uma criança de 4 meses é levada ao otorrinolaringologista devido a um quadro de estridor respiratório, dispneia e leve cianose desencadeada pelo choro e pelo ato de mamar.
Realizada uma videonasolaringoscopia, ficam evidenciadas epiglote em ômega e pregas ariepiglóticas encurtadas.
Com base na anamnese e no exame de videolaringoscopia, o diagnóstico desse bebê é:
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Tema central: estridor inspiratório no lactente por colapso supraglótico dinâmico (laringomalácia). É a causa mais comum de estridor em bebês.

Gabarito: C — Laringomalácia

Justificativa clínica: Início nos primeiros meses de vida, estridor que piora ao chorar e mamar (aumenta o fluxo e o colapso), podendo cursar com dispneia e cianose leves. A videonasolaringoscopia em vigília mostra epiglote em “ômega” e pregas ariepiglóticas encurtadas, achados clássicos. Fisiopatologia: flacidez/redundância de estruturas supraglóticas com colapso inspiratório. Ponto-chave de prova: a expressão “epiglote em ômega” é praticamente patognomônica.

Diagnóstico e exames: A confirmação é feita por nasofibrolaringoscopia flexível em vigília, avaliando o colapso dinâmico. Em casos moderados/graves, pode-se investigar lesões sincrônicas com laringo-traqueo-broncoscopia. Refluxo gastroesofágico é frequente e piora o quadro. Referências: UpToDate (Laryngomalacia, 2024), Cummings Otolaryngology, 7ª ed.

Conduta (resumo para prova): maioria é leve e evolui com resolução espontânea até 12–24 meses. Manejo conservador: posição ereta para alimentação, fracionar/espessar dieta e tratar DRGE quando presente. Supraglottoplastia é o tratamento de escolha nos casos com falha do conservador, apneias, desnutrição, hipoxemia ou retrações importantes (AAO-HNS/UpToDate).

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A) Imperfuração coanal (atresia coanal): cursa com obstrução nasal e cianose que melhora ao chorar; o achado típico é falha na passagem de sonda pela coana. Não causa epiglote em ômega nem colapso supraglótico na laringoscopia.

B) Membrana laríngea (web glótica): estridor e choro fraco desde o nascimento; laringoscopia mostra membrana anterior na glote, não alteração supraglótica. Não há epiglote em ômega.

D) Papilomatose laríngea: disfonia/rouquidão progressiva e estridor; lesões exofíticas/verrucosas nas pregas vocais (HPV). Idade de apresentação geralmente mais tardia e achado endoscópico completamente diferente.

E) Paralisia laríngea (paralisia de pregas vocais): choro fraco/afonia, aspiração e estridor (bifásico em paralisia bilateral). Laringoscopia evidencia imobilidade das pregas vocais, não epiglote em ômega.

Estratégia de prova: ao ver “lactente + estridor pior ao mamar/chorar + epiglote em ômega/pregas ariepiglóticas curtas”, feche laringomalácia. Diferencie de atresia coanal pelo padrão “cianose que melhora ao chorar” (nasal) e de lesões glóticas por achado endoscópico específico.

Fontes de referência: UpToDate 2024 (Laryngomalacia in infants), Cummings Otolaryngology – Head & Neck Surgery 7ª ed., AAO-HNS.

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