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Em relação à epicondilite medial, assinale a alternativa co...

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Q4196529 Medicina
Em relação à epicondilite medial, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a definição anatomopatológica e topográfica da epicondilite medial: trata-se de tendinose angiofibroblástica degenerativa da origem comum do grupo flexor-pronador no epicôndilo medial, o chamado cotovelo do golfista; como a questão confronta essa definição com erros de epidemiologia e de imagem, a alternativa A é a única que descreve corretamente a entidade.

Tema central: Epicondilite medial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque identifica de forma exata os dois elementos definidores da lesão: o substrato patológico clássico é uma tendinose angiofibroblástica, e a topografia acometida é a origem do tendão flexor-pronador comum no cotovelo medial. Essa é a descrição consolidada da epicondilite medial, também conhecida como cotovelo do golfista.
B
Errada
Está errada por epidemiologia comparativa: a epicondilite medial é menos comum que a lateral. Portanto, afirmar que a medial é mais frequente contraria o dado básico que diferencia as duas formas de epicondilalgia.
C
Errada
Está errada porque atribui um perfil demográfico rígido que não é critério geral consolidado da entidade. A base sustenta que o quadro ocorre em adultos de meia-idade, muitas vezes entre a quarta e a quinta décadas; dizer que ocorre mais no sexo masculino na sexta década como proposição geral é inadequado.
D
Errada
Está errada pela semiologia ultrassonográfica. Roturas discretas ou parciais do tendão costumam aparecer como áreas hipoecoicas ou anecoicas, com perda do padrão fibrilar e eventual descontinuidade, e não como regiões hiperecoicas. Confundir hiperecogenicidade com rotura parcial pode levar a erro de interpretação.
E
Errada
Está errada porque mistura achados válidos com uma caracterização inadequada em T1. Espessamento e aumento de sinal em sequências sensíveis a líquido/T2 são compatíveis com tendinopatia, mas 'redução da intensidade de sinal em T1' não é formulação apropriada para defini-la, já que o tendão normal já tem baixo sinal em T1. O achado decisivo na RM é a alteração morfológica associada ao aumento de sinal em T2/PD, não queda adicional de sinal em T1.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: o termo 'epicondilite' induz a pensar em inflamação, quando o substrato clássico é tendinose degenerativa, e alternativas parcialmente plausíveis de imagem podem ficar erradas por detalhe técnico, como descrever rotura parcial como hiperecoica na US ou usar 'redução do sinal em T1' como achado definidor na RM.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro a estrutura acometida: na forma medial, o envolvido é o tendão flexor-pronador comum; na lateral, o extensor comum.
  • Quando a alternativa falar em patologia da epicondilite, o conceito-chave é tendinose angiofibroblástica degenerativa, não inflamação pura.
  • Na ultrassonografia de tendinopatia com rotura parcial, procure perda do padrão fibrilar e áreas hipoecoicas ou anecoicas, não hiperecogenicidade como achado típico.
  • Na RM, valorize espessamento e aumento de sinal em sequências sensíveis a líquido; não use o sinal em T1 isoladamente como critério definidor.

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