Uma criança de 7 anos chega à emergência com quadro de leve ...
Diante do quadro exposto acima, a hipótese diagnóstica é:
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda o diagnóstico diferencial das afecções orbitárias na infância, tema recorrente em provas de Residência Médica. O raciocínio exige análise clínico-epidemiológica e conhecimento da apresentação típica das infecções orbitárias, especialmente a celulite orbitária secundária a sinusopatia.
Justificativa da alternativa correta (D – Celulite orbitária):
A celulite orbitária é uma infecção bacteriana dos tecidos orbitais posteriores ao septo orbitário. Costuma surgir após infecções de vias aéreas superiores ou sinusites — exatamente como descrito no enunciado (história de secreção nasal e uso prévio de antibiótico). Os principais sinais clínicos incluem edema palpebral, hiperemia conjuntival, proptose e, eventualmente, dor ocular. No caso, há quadro súbito, proptose leve, edema, hiperemia e ausência de déficit visual ou motilidade ocular, reforçando o diagnóstico precoce de celulite orbitária sem complicação.
Fundamentação em diretrizes:
Segundo o Manual MSD Versão Saúde para a Família, “A celulite orbital é a infecção que afeta o tecido dentro da órbita e em volta e atrás do olho. A infecção pode se alastrar para a órbita a partir dos seios da face." Evidências científicas destacam que há associação direta entre sinusopatia e celulite orbitária em crianças.
Análise das alternativas incorretas:
A) Trombose do seio cavernoso: Apresenta quadro sistêmico grave, déficit de pares cranianos e sinais neurológicos importantes não relatados aqui. Pegadinha clássica: a trombose é complicação tardia.
B) Abscesso cerebral: Manifestaria sintomas neurológicos significativos e alteração do nível de consciência, ausentes no quadro em questão.
C) Conjuntivite alérgica: Geralmente causa prurido (coceira), lacrimejamento, sem proptose ou edema orbitário.
E) Abscesso orbitário: Exigiria quadro mais grave, com dor intensa, oftalmoplegia, e maior comprometimento visual. O caso sugere estágio pré-abscedado.
Dicas para provas: Atente-se sempre aos detalhes clínicos — presença de proptose e sintomas sistêmicos ajudam a diferenciar celulite orbitária de processos mais superficiais (ex: conjuntivite) ou mais graves (abscesso, trombose).
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