Prematuro extremo com 26 semanas de idade gestacional e peso...
Prematuro extremo com 26 semanas de idade gestacional e peso de 690 gramas acaba de nascer e está sendo transportado, intubado, do centro obstétrico para UTI neonatal para receber os cuidados intensivos compatíveis com sua condição clínica. Em relação aos cuidados necessários nesse caso, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: Prematuro extremo (26 semanas e 690g), recém-nascido submetido ao transporte para UTI Neonatal, exige atenção a riscos cerebrais e cuidados intensivos específicos.
Por que a alternativa A é correta?
Manipulação mínima é conduta essencial em prematuros extremos devido à elevada suscetibilidade à hemorragia peri/intraventricular, consequência da fragilidade da matriz germinativa no cérebro imaturo. Qualquer manipulação brusca ou excessiva pode desencadear instabilidades hemodinâmicas, aumentar a pressão intracraniana e precipitar sangramentos cerebrais.
Segundo o Ministério da Saúde (Atenção à Saúde do Recém-Nascido, Guia Volume IV, Seção 40.6.1.2):
“A hemorragia da matriz germinativa é a lesão cerebral mais comum no RN prematuro de muito baixo peso... Sua incidência é maior nos RNs pré-termo abaixo de 30 semanas de idade gestacional.”
Esta abordagem é reforçada por evidências científicas (ICR-USP, UpToDate), que recomendam agrupar procedimentos, manipular o mínimo possível e realizar cuidados em ambiente com baixa estimulação para proteger o recém-nascido.
Análise crítica das alternativas incorretas:
B) INCORRETA. A iniciação precoce da nutrição parenteral (< 24h) é recomendada para prematuros extremos, favorecendo crescimento e recuperação. Adiar NÃO reduz risco de infecção, mas aumenta risco metabólico e déficit nutricional.
C) INCORRETA. A necessidade de surfactante continua mesmo com intubação. O diagnóstico de doença da membrana hialina justifica reposição de surfactante, preferencialmente nas primeiras horas de vida.
D) INCORRETA. O controle térmico do prematuro é fundamental não apenas para evitar apneia e problemas respiratórios, mas também para prevenir oscilações hemodinâmicas e, consequentemente, hemorragia cerebral.
E) INCORRETA. Prematuros extremos quase sempre requerem acesso venoso central precoce para nutrientes e medicamentos. Não há recomendação para postergar o acesso por risco infeccioso; o foco deve ser em técnica asséptica rigorosa.
Dica de prova: Fique atento a expressões absolutas (“deve ser evitado”, “não há indicação”) e verifique se a justificativa está amparada por protocolo oficial.
Resumo final: Manipulação mínima é conduta essencial para diminuir o risco de hemorragia peri/intraventricular nesses recém-nascidos vulneráveis. Sempre busque fundamento em protocolos do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria!
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