Um adolescente de 15 anos, com história de obstrução nasal à...
Com base na história clínica e nos achados tomográficos, o diagnóstico desse paciente é:
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Tema central: Tumor vascular de nasofaringe em adolescente do sexo masculino com obstrução nasal unilateral e epistaxes intensas e recorrentes. O quadro e a tomografia sugerem nasoangiofibroma juvenil (NAF).
Alternativa correta: E — Nasoangiofibroma
O NAF é um tumor vascular benigno, altamente sanguinolento, típico de meninos na puberdade. A TC descrita mostra massa na nasofaringe com alargamento da fossa pterigopalatina e encurvamento anterior da parede posterior do seio maxilar (sinal de Holman–Miller), achados clássicos do NAF pela origem próxima ao forame esfenopalatino. A clínica de epistaxe volumosa recorrente + obstrução nasal unilateral fecha o raciocínio.
Diagnóstico e conduta (essencial em prova): Evitar biópsia pela chance de sangramento maciço. Confirmar por nasofibroscopia (massa vermelho-violácea) e TC/RM com contraste. A arteriografia identifica ramos da artéria maxilar interna e permite embolização pré-operatória. Tratamento de escolha: ressecção cirúrgica preferencialmente endoscópica; radioterapia é opção em doença irressecável/recidiva. Fontes: UpToDate; Cummings Otolaryngology – Head and Neck Surgery.
Análise das incorretas
A) Rinossinusite fúngica invasiva: típica de imunossuprimidos, evolução aguda, dor intensa, necrose/escara preta e destruição óssea na TC, não alargamento da fossa pterigopalatina. Não explica epistaxe maciça recorrente em adolescente hígido.
B) Hipertrofia de tonsila faríngea (adenoide): cursa com ronco e obstrução nasal, porém não causa epistaxes graves nem sinais tomográficos como o sinal de Holman–Miller ou expansão da fossa pterigopalatina.
C) Pólipo antrocoanal: origem no seio maxilar com extensão à coana; epistaxe é rara e leve. Na TC há opacificação cística do antro e meato médio, sem alargamento da fossa pterigopalatina ou arqueamento da parede posterior do maxilar.
D) Mucopiocele: lesão expansiva de seio (sobretudo frontal/etmoidal) com reabsorção/afinamento ósseo. Não é massa nasofaríngea e não justifica epistaxes intensas repetidas.
Estratégia de prova
- Associe: adolescente masculino + epistaxe importante + obstrução unilateral → pensar primeiro em NAF.
- Na imagem, memorize o sinal de Holman–Miller e o alargamento da fossa pterigopalatina.
- Armadilha: não indicar biópsia; a próxima etapa é RM/TC contrastada e embolização pré-operatória antes da cirurgia.
Referências: UpToDate – Juvenile nasopharyngeal angiofibroma; Cummings Otolaryngology – Head and Neck Surgery; Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease.
Gabarito: E
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