Um adolescente de 15 anos, com história de obstrução nasal à...

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Q3511942 Medicina
Um adolescente de 15 anos, com história de obstrução nasal à direita associada a epistaxes à direita, de repetição e de grande intensidade, já tendo sido submetido a 3 tamponamentos nasais anteroposteriores à direita no último ano, realiza uma tomografia computadorizada de seios paranasais para investigação diagnóstica. O laudo revela massa na nasofaringe à direita, alargando a fossa pterigopalatina e deslocando anteriormente a parede posterior do antro maxilar.
Com base na história clínica e nos achados tomográficos, o diagnóstico desse paciente é:
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Tema central: Tumor vascular de nasofaringe em adolescente do sexo masculino com obstrução nasal unilateral e epistaxes intensas e recorrentes. O quadro e a tomografia sugerem nasoangiofibroma juvenil (NAF).

Alternativa correta: E — Nasoangiofibroma

O NAF é um tumor vascular benigno, altamente sanguinolento, típico de meninos na puberdade. A TC descrita mostra massa na nasofaringe com alargamento da fossa pterigopalatina e encurvamento anterior da parede posterior do seio maxilar (sinal de Holman–Miller), achados clássicos do NAF pela origem próxima ao forame esfenopalatino. A clínica de epistaxe volumosa recorrente + obstrução nasal unilateral fecha o raciocínio.

Diagnóstico e conduta (essencial em prova): Evitar biópsia pela chance de sangramento maciço. Confirmar por nasofibroscopia (massa vermelho-violácea) e TC/RM com contraste. A arteriografia identifica ramos da artéria maxilar interna e permite embolização pré-operatória. Tratamento de escolha: ressecção cirúrgica preferencialmente endoscópica; radioterapia é opção em doença irressecável/recidiva. Fontes: UpToDate; Cummings Otolaryngology – Head and Neck Surgery.

Análise das incorretas

A) Rinossinusite fúngica invasiva: típica de imunossuprimidos, evolução aguda, dor intensa, necrose/escara preta e destruição óssea na TC, não alargamento da fossa pterigopalatina. Não explica epistaxe maciça recorrente em adolescente hígido.

B) Hipertrofia de tonsila faríngea (adenoide): cursa com ronco e obstrução nasal, porém não causa epistaxes graves nem sinais tomográficos como o sinal de Holman–Miller ou expansão da fossa pterigopalatina.

C) Pólipo antrocoanal: origem no seio maxilar com extensão à coana; epistaxe é rara e leve. Na TC há opacificação cística do antro e meato médio, sem alargamento da fossa pterigopalatina ou arqueamento da parede posterior do maxilar.

D) Mucopiocele: lesão expansiva de seio (sobretudo frontal/etmoidal) com reabsorção/afinamento ósseo. Não é massa nasofaríngea e não justifica epistaxes intensas repetidas.

Estratégia de prova

- Associe: adolescente masculino + epistaxe importante + obstrução unilateral → pensar primeiro em NAF.
- Na imagem, memorize o sinal de Holman–Miller e o alargamento da fossa pterigopalatina.
- Armadilha: não indicar biópsia; a próxima etapa é RM/TC contrastada e embolização pré-operatória antes da cirurgia.

Referências: UpToDate – Juvenile nasopharyngeal angiofibroma; Cummings Otolaryngology – Head and Neck Surgery; Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease.

Gabarito: E

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