Considere um recém-nascido a termo de 39 semanas, apgar 9 e ...
O exame a ser solicitado nesse caso para teste de triagem auditiva neonatal deve ser:
Gabarito comentado
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Tema central: Triagem auditiva neonatal em recém-nascido a termo, sem indicadores de risco.
Alternativa correta: C – Emissão Otoacústica Transiente (EOAT)
Por quê? A EOAT avalia a função coclear (células ciliadas externas) de forma rápida, indolor e objetiva, sendo o teste de escolha para triagem em bebês de alojamento conjunto sem fatores de risco. É portátil, de baixo custo, com resultado “passa/falha” e detecta perdas cocleares ≥ ~30 dB. Diretrizes do Ministério da Saúde/SBP e do JCIH recomendam EOAE (transiente ou produto de distorção) para triagem universal em recém-nascidos de baixo risco, reservando o PEATE automático sobretudo para UTIN e situações de risco por melhor detecção de neuropatia auditiva.
Referências: JCIH 2019 Position Statement; Ministério da Saúde – Diretrizes de Triagem Auditiva Neonatal; SBP; UpToDate.
Análise das alternativas incorretas
- A) Imitanciometria: Avalia o ouvido médio (timpanometria e reflexo), não a função coclear. Em neonatos, a sonda de 226 Hz é pouco confiável; usa-se 1000 Hz para investigação de orelha média, mas não é teste de triagem neonatal.
- B) PEATE automático (AABR): É aceitável para triagem universal e preferido em UTIN/risco por detectar neuropatia auditiva. Contudo, para bebê a termo, sem risco, em alojamento conjunto, a prática recomendada e mais custo-efetiva é iniciar com EOAE. Em provas, atenção ao cenário “sem risco” para escolher EOAT.
- D) Audiometria comportamental: Observação comportamental é inadequada para triagem neonatal (baixa sensibilidade/especificidade). Testes comportamentais válidos (ex.: reforço visual) só a partir de ~6 meses.
- E) Reflexo estapédico: Exame de via reflexa do ouvido médio; pode estar ausente por disfunção de orelha média e não serve como triagem de perda auditiva em RN.
Estratégia para acertar na prova
- Identifique o cenário: “RN a termo, sem risco” → EOAE.
- Pegadinha: o AABR também é teste de triagem, mas é preferido na UTIN/risco (prematuridade, hiperbilirrubinemia grave, uso de ototóxicos). Sem risco, priorize EOAE.
Fluxo recomendado (1-3-6)
- Triagem até 1 mês (EOAE).
- Falha → reteste; persistindo, diagnóstico com PEATE até 3 meses.
- Intervenção (aparelho auditivo/terapia) até 6 meses.
Resumo para memorizar: RN saudável, sem fatores de risco → EOAE (transiente) como teste inicial de triagem.
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