O diagnóstico de pré-eclâmpsia grave pode ser estabelecido q...
A avaliação clínico-laboratorial indica a possibilidade de pré-eclâmpsia grave, quando houver registro de
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Tema central: A questão aborda os critérios clínico-laboratoriais para diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, condição que exige intervenção médica imediata para prevenir complicações materno-fetais.
Comentário sobre a alternativa correta (A):
A alternativa A aponta pressão diastólica ≥ 120 mmHg e hiperuricemia ≥ 6 mg/dl. Ambos são achados relevantes na prática clínica. Segundo o Manual Técnico: Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde, p. 52): “Considera-se pré-eclâmpsia grave quando a pressão diastólica é igual ou superior a 110 mmHg”. Embora a alternativa traga o valor de 120 mmHg (acima do limiar recomendado), permanece dentro da gravidade extrema.
A hiperuricemia com valores acima de 6 mg/dl, embora não seja critério exclusivo, é forte indicativo de comprometimento renal e quadro grave, corroborando evidências da literatura e protocolos nacionais.
Análise das alternativas incorretas:
B) “Hiperuricemia ≥ 8 mg/dl e aumento de enzimas hepáticas e bilirrubinas”: Embora o aumento de enzimas seja critério, o limiar para hiperuricemia é elevado e bilirrubinas não fazem parte dos critérios clássicos da pré-eclâmpsia grave, podendo confundir com outras hepatopatias.
C) “Diurese < 500 ml/24 h ou < 50 ml/h”: O valor correto de oligúria é < 500 ml/24h (Manual Técnico, p. 53), porém < 50 ml/h é um erro — perifrase fisiológica, já que equivaleria a 1200 ml/24h, bem fora do parâmetro de oligúria. Tenha atenção a cálculos de dosagem e unidades em provas.
D) “Creatinina sérica ≥ 2,2 mg/dl e plaquetas < 100.000/mm³”: A elevação para ≥ 2,2 mg/dl está acima do ponto de corte estabelecido (≥ 1,2 mg/dl). Exigir dois critérios concomitantes restringe o diagnóstico e pode subdiagnosticar quadros graves.
E) “Plaquetas < 100.000 e hiperuricemia ≥ 8 mg/dl”: Plaquetopenia é critério, mas, novamente, o valor de hiperuricemia está acima do usado na prática, pode dificultar a sensibilidade diagnóstica e atrasar o reconhecimento.
Resumo e estratégias:
Em concursos, fique atento aos valores de corte oficializados e não se prenda apenas a quadros “floridos”; uma única alteração de maior gravidade já pode definir o diagnóstico. Evite distratores com múltiplos critérios juntos ou valores discrepantes das referências oficiais.
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Comentários
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a D caberia recurso, visto que cr ≥ 2,2 e plaquetas < 100.000 entram como grave... O ponte de corte da creatinina é ≥ 1,2, mas 2,2 já é grave.
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