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Q3882669 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morrer de câncer deve se tornar algo cada vez menos frequente


As vacinas baseadas em mRNA (RNA mensageiro) surgiram como uma nova e promissora abordagem na medicina. Desenvolvidas nos anos 1990, essas vacinas ganharam destaque na pandemia de covid-19, quando demonstraram sua eficácia e segurança na prevenção da doença.


O princípio das vacinas de mRNA é simples: elas utilizam um fragmento do código genético do vírus ou de células tumorais para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Diferentemente das vacinas tradicionais, que utilizam vírus atenuados ou inativados, as vacinas de mRNA não contêm o patógeno em si, tornando-as mais seguras e fáceis de produzir.


A pandemia de covid-19 acelerou o desenvolvimento e a aplicação das vacinas de mRNA. Em tempo recorde, pesquisadores conseguiram criar vacinas altamente eficazes contra o vírus Sars-CoV-2, demonstrando o potencial dessa tecnologia.


No Brasil, o desenvolvimento de vacinas baseadas em mRNA também tem avançado. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan têm investido em pesquisas nessa área, buscando não apenas a produção de vacinas contra a covid-19 mas também a aplicação da tecnologia em outras áreas, como o tratamento do câncer.


Dominar a tecnologia de vacinas de mRNA é crucial para a sociedade brasileira por várias razões. Primeiro, permite uma resposta mais rápida e eficaz a futuras pandemias e surtos de doenças infecciosas. Segundo, impulsiona a capacidade do país em inovar na área da biotecnologia, promovendo avanços não apenas na vacinação mas em tratamentos personalizados para doenças complexas, como o câncer. Por fim, fortalece a economia e a soberania nacional ao reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.


Além da prevenção de doenças infecciosas, as vacinas de mRNA têm se mostrado promissoras no tratamento do câncer. Pesquisadores estão desenvolvendo vacinas personalizadas que utilizam o mRNA de células tumorais específicas de cada paciente. Essas vacinas têm como objetivo estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas, sem afetar as células saudáveis.


Estudos clínicos iniciais têm mostrado resultados encorajadores no uso de vacinas de mRNA para o tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão e câncer de próstata. Embora ainda não estejam amplamente disponíveis na rotina clínica, essas vacinas representam uma nova esperança para pacientes com câncer, especialmente àqueles que não respondem bem às terapias convencionais. 


As vacinas de mRNA fazem parte de uma revolução mais ampla no tratamento do câncer, impulsionada pelos avanços na imunoterapia e na genômica. A imunoterapia busca fortalecer o sistema imunológico do paciente para combater o câncer, enquanto a genômica permite a identificação de mutações específicas nas células tumorais, possibilitando tratamentos mais precisos e personalizados.


Apesar dos avanços promissores, ainda existem desafios a serem superados para viabilizar as vacinas de mRNA para pacientes com câncer. Um dos principais obstáculos é a identificação precisa dos antígenos tumorais específicos de cada paciente, essenciais para o desenvolvimento de vacinas personalizadas.


Além disso, é necessário aprimorar a eficácia das vacinas, garantindo uma resposta imunológica robusta e duradoura contra as células cancerígenas. Em uma perspectiva futura, é possível vislumbrar um cenário em que a combinação de vacinas de mRNA, imunoterapia e outras abordagens inovadoras transformem o câncer numa doença controlável e até mesmo curável. Com o avanço da medicina personalizada e o aprimoramento contínuo das terapias, é plausível imaginar que, nas próximas décadas, morrer de câncer se torne algo cada vez menos frequente, permitindo que milhões de pessoas tenham uma vida mais longa e saudável.


Com o avanço das pesquisas e o aprimoramento da tecnologia, essas vacinas poderão ser adaptadas para tratar uma ampla gama de tipos de câncer, oferecendo uma abordagem mais eficaz e menos tóxica em comparação às terapias convencionais.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/

Com o avanço (1) das pesquisas e o aprimoramento da tecnologia, essas (2) vacinas poderão ser adaptadas (3) para tratar uma ampla gama de tipos de câncer, oferecendo uma abordagem mais eficaz e menos (4) tóxica em comparação às terapias convencionais.


Assinale a alternativa em que esteja corretamente indicado, em relação ao período acima, um vocábulo que esteja exercendo papel adjetivo.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é distinguir classe morfológica de função no contexto: em "essas vacinas poderão ser adaptadas", "essas" acompanha diretamente o substantivo "vacinas" e o determina no sintagma nominal; por isso, exerce papel adjetivo e leva ao gabarito D.

Tema central: função adjetiva no contexto
Análise das alternativas
A
Errada
"menos" está incorreta porque, em "menos tóxica", não caracteriza um substantivo; ele modifica o adjetivo "tóxica", com valor adverbial de intensidade/comparação. Portanto, não exerce papel adjetivo nesse contexto.
B
Errada
"adaptadas" está incorreta porque, no trecho "poderão ser adaptadas", o particípio aparece integrado à construção verbal/passiva com "ser". A base registra que particípios podem gerar confusão, mas, neste período, o item inequivocamente exercendo papel adjetivo é o determinante nominal "essas".
C
Errada
"avanço" está incorreta porque, em "o avanço das pesquisas", a palavra nomeia um processo/fato e funciona como substantivo, sendo o núcleo do sintagma nominal. Logo, não exerce papel adjetivo.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a questão pede o vocábulo que exerça papel adjetivo no período, e não necessariamente uma palavra da classe dos adjetivos. No trecho "essas vacinas poderão ser adaptadas", "essas" é pronome demonstrativo, mas funciona como determinante de "vacinas", isto é, exerce função adjetiva no grupo nominal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a diferença entre classe e função: "essas" é pronome demonstrativo, mas, em "essas vacinas", exerce função adjetiva; ao mesmo tempo, induz erro com "adaptadas" e "menos", que podem parecer adjetivos em leitura apressada.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se a questão pede a classe da palavra ou o papel que ela exerce no contexto.
  • Se o vocábulo acompanha um substantivo expresso e o determina no grupo nominal, pode estar em função adjetiva, mesmo sendo pronome.
  • Não marque como adjetivo uma palavra que esteja modificando outro adjetivo, como ocorre em "menos tóxica".
  • Com particípios, observe se eles qualificam um nome ou se integram uma construção verbal/passiva.

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Comentários

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Q?

Esse gabarito tá errado, né?

O termo essas é um pronome demonstrativo adjetivo sempre que ele estiver acompanhando um substantivo para determiná-lo ou situá-lo. Nessa função, ele atua como um adjunto adnominal do nome a que se refere.

Aqui está o laudo da perícia gramatical com diversos exemplos fundamentados nas fontes:

Exemplos de "Essas" (e variações) como Pronome Adjetivo:

  • Encontrei essas[pronome adjetivo -> choupanas] choupanas.
  • ...à luz dessas[pronome adjetivo -> metas] metas.
  • ...a adoção dessas[pronome adjetivo -> práticas] práticas.
  • Essas[pronome adjetivo -> vacinas] vacinas poderão ser adaptadas. (Exemplo do exercício anterior).
  • Não abro a porta a estas[pronome adjetivo -> horas] horas.
  • O que você pretende com essas[pronome adjetivo -> fúrias] fúrias?.
  • A gente precisa mostrar a essas[pronome adjetivo -> raparigas] raparigas a verdade.

Diferença Crucial:

  • Pronome Adjetivo (acompanha): "Essas[pronome adjetivo] flores[substantivo] são lindas".
  • Pronome Substantivo (substitui/está só): "Não quero aquelas, quero essas[pronome substantivo]".

Ponto de Perícia: O pronome adjetivo nunca "anda sozinho"; ele é um satélite que orbita o substantivo, concordando com ele em gênero e número. Se houver um substantivo expresso imediatamente após "essas", ele terá papel adjetivo.

OxeKKKKKKKKKKKKKKKK

A alternativa correta é: B) adaptadas

Vamos identificar o vocábulo com função adjetiva, ou seja, aquele que caracteriza ou qualifica um substantivo.

Trecho:

  • "adaptadas" está caracterizando o substantivo vacinas
  • Portanto, exerce função adjetiva (adjetivo particípio)

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