É frequente a detecção tardia da infecção pelo HIV em gesta...

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Q1091133 Medicina
É frequente a detecção tardia da infecção pelo HIV em gestantes, e o manejo dependerá de diversos fatores, principalmente, da idade gestacional.
Nesses casos, a conduta mais adequada é:
Alternativas

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Tema central: O tema da questão é detecção e manejo da infecção pelo HIV em gestantes com diagnóstico tardio, especialmente próximo ao termo, alinhando conduta à idade gestacional e respeitando princípios éticos e protocolos nacionais.

Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A estabelece que, após a 36ª semana e sem trabalho de parto, se o status sorológico for desconhecido, é obrigatório oferecer o teste rápido para HIV com aconselhamento e consentimento da gestante. Segundo o PCDT de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV – Ministério da Saúde (2ª Edição Revisada), “deve-se garantir testagem rápida até o momento do parto, sempre acompanhada de aconselhamento antes e após o teste, e obtenção do consentimento informado” (p. 38-39). Essa abordagem minimiza o risco de transmissão vertical ao permitir início precoce da terapia antirretroviral, além de assegurar direitos éticos da paciente.

Análise das alternativas incorretas:

B) Ainda que o início da profilaxia ARV e o uso de AZT injetável sejam fundamentais após diagnóstico tardio, a coleta de exames de carga viral e LT-CD4+ é recomendada para manejo, seguimento clínico e tomada de decisão obstétrica. Desconsiderar esses exames reduz a qualidade assistencial e o acompanhamento pós-parto.

C) O teste rápido deve, obrigatoriamente, ser antecedido de aconselhamento e consentimento. Realizá-lo sem essas etapas viola normativas éticas e os protocolos nacionais, comprometendo a autonomia da paciente.

D) Não se deve adiar o início do AZT. Tão logo haja indicação, o uso deve ser iniciado imediatamente, inclusive antes da 36ª semana, especialmente se o trabalho de parto for prematuro.

E) O cuidado à gestante HIV+ em trabalho de parto prematuro não se limita à maturidade fetal; deve-se instituir também todas as medidas de prevenção da transmissão vertical, como início imediato do AZT e demais antirretrovirais, de acordo com o protocolo.

Dica de prova: Atenção a termos como consentimento, aconselhamento e conduta imediata. Provas costumam explorar pegadinhas ligadas à autonomia da paciente e início adequado das intervenções.

Referências: PCDT HIV/Sífilis/Hepatites do Ministério da Saúde, UpToDate, Livro “Obstetrícia - Tratado de SOGESP”.

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A resposta correta é a alternativa A, que indica que a conduta mais adequada é realizar o teste rápido para o HIV após a 36ª semana, desde que a gestante não esteja em trabalho de parto e que haja aconselhamento e consentimento da paciente, nos casos em que seu status sorológico é desconhecido. Isso ocorre porque, nessa fase da gestação, é possível identificar o vírus e tomar medidas preventivas para evitar a transmissão vertical do HIV para o bebê durante o parto. Além disso, o aconselhamento e o consentimento da paciente são fundamentais para garantir que ela esteja ciente dos riscos e benefícios do teste e das opções de tratamento disponíveis, permitindo que ela tome uma decisão informada e consciente.

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