Cristina, 36 anos, GI, P0, A0, iniciou acompanhamento pré-na...
Avaliando o quadro clínico descrito, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual deve ser o acompanhamento?
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
A questão apresentada aborda o tema da hipertensão na gestação, que é uma entidade clínica importante em Ginecologia e Obstetrícia. Vamos analisar o quadro e as alternativas para chegar à resposta correta.
O caso clínico descreve uma gestante na 22ª semana, com pressão arterial (PA) de 140/90 mmHg em duas ocasiões distintas, sem alterações na análise de urina (EAS). Esses dados sugerem a possibilidade de hipertensão gestacional, pois não há proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.
Justificativa para a alternativa correta (E):
Hipertensão gestacional é definida como a elevação da pressão arterial (≥140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação, sem proteinúria significativa. A conduta mais indicada é o acompanhamento ambulatorial regular, com a possibilidade de uso de anti-hipertensivos seguros na gravidez, como metildopa ou labetalol, se necessário. A solicitação de proteinúria de 24 horas ajuda a descartar a progressão para pré-eclâmpsia. Portanto, a alternativa E está correta.
Análise das alternativas incorretas:
A - Pré-eclâmpsia grave e hospitalização da paciente: Esta alternativa está incorreta porque não há sinais de gravidade (como cefaleia intensa, alterações visuais, dor epigástrica) ou proteinúria no exame de EAS, que são necessários para diagnosticar pré-eclâmpsia grave.
B - Pré-eclâmpsia leve, acompanhamento semanal e solicitação de proteinúria de 24 h: Embora a solicitação de proteinúria de 24 h seja apropriada, o diagnóstico de pré-eclâmpsia requer a presença de proteinúria ou outros sinais de comprometimento sistêmico, que não estão presentes no caso.
C - Hipertensão gestacional, hospitalização para controle da pressão arterial e alta com prescrição de anti-hipertensivo oral: A hospitalização não é necessária em casos de hipertensão gestacional sem complicações. A abordagem ambulatorial é suficiente, a menos que haja sinais de gravidade.
D - Pré-eclâmpsia leve e hospitalização da paciente para avaliação da vitalidade fetal: Sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia, não há justificativa para hospitalizar a paciente neste cenário.
Na prática clínica, é essencial fazer o monitoramento regular da pressão arterial e identificar sinais de progressão para pré-eclâmpsia, que incluem proteinúria e sintomas sistêmicos. A categorização correta entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia é essencial para uma abordagem segura e eficaz.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo