Trabalho de parto prematuro é aquele que ocorre entre a 22ª...

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Q1091130 Medicina
Trabalho de parto prematuro é aquele que ocorre entre a 22ª e 37ª semanas de gravidez e se caracteriza pela presença de contrações uterinas frequentes, acompanhadas de dilatação do colo maior que 2,0 cm e/ou esvaecimento maior que 50%.
Em relação ao parto prematuro,
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela distinção semiológica entre exame físico e exame complementar: a cardiotocografia com tocometria registra a atividade uterina, mas não integra o exame físico obstétrico. Assim, a alternativa E é a única compatível com a base médica apresentada.

Tema central: Semiologia no parto prematuro
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe exame digital cervical em situações em que ele deve ser evitado ou minimizado. Na suspeita de placenta prévia, o toque vaginal digital aumenta o risco de hemorragia; na rotura de membranas, aumenta o risco infeccioso, sendo preferível exame especular quando possível.
B
Errada
Está errada pela especificação anatômica incorreta. A assertiva destaca particularmente o mioma subseroso como fator de risco para prematuridade, mas essa ênfase é tecnicamente fraca, porque os miomas de maior repercussão obstétrica tendem a ser os que deformam a cavidade ou interferem mais diretamente na dinâmica uterina e na placentação.
C
Errada
Está errada por dois motivos farmacológicos objetivos: o atosibano não é superior à nifedipina de forma geral e não tem como vantagem o baixo custo. A nifedipina é amplamente utilizada como tocolítico e mais acessível.
D
Errada
Está errada porque atribui à indometacina efeitos adversos típicos de outra classe. Edema agudo de pulmão e hiperglicemia materna relacionam-se mais aos beta-agonistas, não à indometacina.
E
Certa
A tocometria pela cardiotocografia é exame complementar de monitorização da dinâmica uterina, não componente do exame físico.
Pegadinha da questão
A banca explorou a redação seca da alternativa E: ela pode parecer dizer que a cardiotocografia é inútil, mas o ponto correto é outro — ela não faz parte do exame físico, e sim do exame complementar. Também há uma segunda armadilha em A, que mistura um conceito verdadeiro sobre maturidade cervical com uma conduta contraindicada em placenta prévia suspeita e indesejável na rotura de membranas.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre exame físico obstétrico de exame complementar: cardiotocografia e tocometria monitoram, mas não substituem avaliação clínica e cervical.
  • Em suspeita de placenta prévia, toque vaginal digital é evitado pelo risco hemorrágico; em rotura de membranas, o toque deve ser minimizado pelo risco infeccioso.
  • Em tocolíticos, não misture efeitos adversos entre classes: beta-agonistas têm perfil diferente da indometacina.
  • Quando a alternativa disser que um fármaco é superior e ainda mais barato, confronte eficácia e custo separadamente antes de aceitar a afirmação.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa E, que afirma que o uso da tocometria através de cardiotocografia não tem valor no exame físico. Isso porque a tocometria é uma técnica que mede a frequência e a força das contrações uterinas, enquanto a cardiotocografia avalia o batimento cardíaco fetal. Embora ambas as técnicas sejam importantes no acompanhamento da gestação, a tocometria não é indicada como exame físico para diagnóstico de trabalho de parto prematuro, pois outras condições podem causar contrações uterinas. É importante que o aluno entenda que a escolha da técnica adequada para o diagnóstico e acompanhamento do trabalho de parto prematuro é essencial para um tratamento eficaz e seguro.

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