Clara tem 21 anos e está grávida do seu primeiro filho. Em ...
A conduta mais adequada para o caso descrito é:
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Tema central: Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) — emergência obstétrica caracterizada por separação precoce da placenta de sua inserção uterina antes do nascimento do feto, resultando em comprometimento da circulação fetoplacentária e potente risco materno.
Compreensão clínica: Gestante de 34 semanas, dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico, ausência dos batimentos cardíacos fetais (BCF) e choque hipovolêmico (PA 90/40 mmHg, pulso 110 bpm, mucosas descoradas). Toque vaginal evidencia coloração favorável e trabalho de parto em evolução (5 cm de dilatação, 80% de esvaecimento, bolsa íntegra e tensa). Esses achados são clássicos de DPP com óbito fetal.
Justificativa da alternativa correta (A):
1º — Estabilização hemodinâmica é prioridade absoluta: evitar evolução para choque grave ou amaurose renal.
2º — Com presença de óbito fetal e dilatação avançada, a amniotomia (ruptura artificial da bolsa) acelera a progressão do parto vaginal — minimizando riscos anestésicos e cirúrgicos da cesariana em paciente instável.
Diretriz: O Manual Técnico: Gestante e Puérpera destaca: “O diagnóstico é clínico, sendo a conduta inicial a estabilização materna e, em caso de feto morto e colo favorável, estimular o parto vaginal, geralmente via amniotomia.”
Análise das alternativas incorretas:
- B): Indicar cesárea em quadro de óbito fetal e dilatação avançada expõe a paciente a riscos cirúrgicos desnecessários, principalmente sob choque.
- C) e D): Solicitar ultrassonografia atrasa intervenção — o diagnóstico é essencialmente clínico no contexto de emergência, como ressaltam ambos os manuais oficiais.
- E): Cesárea imediata só se justifica em DPP com feto vivo e sofrimento fetal agudo, condição ausente neste caso.
Estratégias para a prova: Nos casos de DPP com feto morto e trabalho de parto evoluído, lembre-se: estabilizar mãe, estimular via vaginal (amniotomia) e NÃO indicar cesárea indiscriminadamente. Busque palavras-chave como “choque”, “ausência de BCF” e “dilatação cervical” para nortear sua conduta.
Resumo: A alternativa A é a mais adequada, pois alinha-se às diretrizes nacionais (Ministério da Saúde, página 105) e à boa prática médica: salvar a vida materna e evitar riscos adicionais com conduta segura e baseada em evidências.
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