Joana dá entrada na emergência obstétrica com queixa de per...

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Q1091119 Medicina
Joana dá entrada na emergência obstétrica com queixa de perda de líquido.
Paciente G III, PII, A0 refere estar com 26 semanas de gestação, em realização de pré-natal irregular, tendo faltado à última consulta e não tendo realizado os últimos exames que a obstetra havia pedido. Ao exame especular, observa-se saída de líquido amniótico pelo canal cervical. O restante do exame físico não mostra alterações.
Diante do exposto, a condução correta do caso de Joana é a
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Tema central: O caso aborda Ruptura Prematura de Membranas (RPM) pré-termo, definida como a perda de líquido amniótico antes do início do trabalho de parto, ocorrendo antes de 37 semanas. É uma intercorrência com relevante impacto na saúde materna e perinatal, especialmente quando a gestação está entre 24 e 34 semanas.

Justificativa para a alternativa correta (D): O uso de antibióticos está claramente indicado pelas principais diretrizes. Como ensina o Manual MSD: “Antibióticos para prolongar a latência” são recomendados em gestantes com RPM entre 24 0/7 e 33 6/7 semanas. O mesmo é apontado nas Diretrizes do Ministério da Saúde, que recomendam “antibioticoterapia” para reduzir infecções e prolongar a gestação.

Evidências científicas robustas—como revisões Cochrane—demonstram que a administração de antibióticos diminui a incidência de corioamnionite e infecção neonatal, adicionalmente aumentando o tempo de latência, o que é essencial para o desenvolvimento fetal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Repouso absoluto não é mais recomendado de forma universal, pois não há evidência de benefício significativo e pode trazer riscos, como trombose.

B) Realizar hemograma a cada 12h é excessivo e não consta nos protocolos como rotina para monitorar infecção; o acompanhamento clínico é prioritário, com exames laboratoriais conforme necessidade.

C) A avaliação fetal deve ser feita, mas o foco imediato não é apenas a monitorização contínua do BCF ou cardiotocografia, mas o manejo da infecção e prolongamento da gestação.

E) O uso de corticoides é recomendado entre 24 e 34 semanas para fomentar maturidade pulmonar, porém não se prescreve se houver infecção (corioamnionite); portanto, a conduta não é independente da presença ou ausência de infecção.

Dica de prova: Fique atento a termos como “absoluto” ou “sempre”, pois, em saúde, condutas quase nunca são imutáveis. Busque conceitos respaldados por diretrizes e evidências recentes.

Resumo prático: O gerenciamento da RPM pré-termo baseia-se em antibioticoterapia, vigilância clínica, corticoides (se indicados) e busca ativa de sinais de infecção.

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A condução correta do caso de Joana é a prescrição de antibióticos, como indicado na alternativa D. Isso se deve ao fato de que a paciente apresenta perda de líquido amniótico, o que aumenta o risco de infecção, principalmente em uma gestação com pré-natal irregular. Os antibióticos ajudam a reduzir o risco infeccioso e melhorar os resultados perinatais. As outras alternativas apresentadas, como internação em repouso absoluto, avaliação do feto e prescrição de corticoides, podem ser indicadas em outros casos, mas não são as opções mais adequadas para o caso descrito na questão.

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