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Q3615368 Farmácia
 Durante uma epidemia de COVID-19, um laboratório farmacêutico é responsável por confirmar casos suspeitos por meio de técnicas de biologia molecular. As amostras enviadas consistem em swabs nasofaríngeos armazenados em meio de transporte viral. Considerando que o material genético do SARS-CoV-2 é RNA, a técnica mais indicada para detectar esse patógeno é: 
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Tema central: diagnóstico molecular de vírus de RNA. Em suspeita de COVID-19, o método de escolha para detectar o SARS-CoV-2 em swab nasofaríngeo é aquele que converte RNA em DNA complementar e o amplifica com alta sensibilidade e especificidade.

Alternativa correta: C — RT-PCR em tempo real (qRT-PCR)

Por que é a melhor opção? A qRT-PCR combina duas etapas: (1) transcrição reversa do RNA viral para cDNA; (2) amplificação em tempo real com sondas fluorescentes (ex.: TaqMan), permitindo detectar o sinal a cada ciclo (Ct). Isso reduz tempo, risco de contaminação (tubo fechado) e aumenta a sensibilidade. É o padrão recomendado por OMS, CDC e Ministério da Saúde para diagnóstico laboratorial na fase aguda, com alvos como genes N, E e RdRp. Referências: OMS (interim guidance), CDC 2019-nCoV Real-Time RT-PCR Panel, UpToDate, Harrison’s.

Estratégia para a prova: Se o patógeno tem RNA como material genético, procure por “RT” (reverse transcription). Se a pergunta enfatiza rapidez, sensibilidade e detecção direta em amostra clínica, “em tempo real” aponta para qRT-PCR.

Por que as demais estão incorretas?

A — PCR: PCR convencional amplifica DNA. Para vírus de RNA, é indispensável a etapa de transcrição reversa. Além disso, a PCR “endpoint” exige análise posterior (ex.: gel), é mais lenta e menos adequada para rotina clínica quando comparada à qRT-PCR.

B — Southern blot: Técnica de hibridização para DNA separado em gel e transferido para membrana. Não é usada para detecção rápida de RNA viral em amostras clínicas; é laboriosa, cara e desnecessária para COVID-19.

D — Eletroforese + brometo de etídio: Apenas separa e visualiza ácidos nucleicos de forma inespecífica. Não identifica o SARS-CoV-2 sem uma etapa prévia de amplificação/hibridização e tem sensibilidade insuficiente para cargas virais baixas.

Aplicação prática e pegadinhas: A sensibilidade da qRT-PCR depende de coleta correta do swab, transporte adequado e momento clínico (maior sensibilidade nos primeiros dias de sintomas). Inclua controle interno (ex.: RNase P) para validar a amostra e atenção a inibidores do meio de transporte viral. Valores de Ct altos (limítrofes) exigem correlação clínica e, às vezes, repetição.

Resumo-guia: Vírus de RNA + necessidade de detecção rápida e específica em amostra clínica = qRT-PCR (padrão-ouro em diretrizes internacionais).

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A questão fala de RNA e a única alternativa que fala sobre é a letra C, pois é um RNA transportador, ligado ao covid.

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