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Q3615367 Farmácia
Um laboratório hospitalar recebe uma amostra de urina de uma paciente com sinais de infecção urinária. O exame bacterioscópico revelou bacilos Gram-negativos, e o cultivo demonstrou colônias mucosas, lactose negativas. Os testes bioquímicos indicaram: urease positiva, H2S positivo, lisina descarboxilase positiva e motilidade positiva. O farmacêutico responsável utiliza essas informações para identificar a bactéria. A bactéria mais provável nesse quadro clínico é:
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Tema central: identificação bacteriana em urinocultura por meio de características morfotintoriais e provas bioquímicas. Em infecção urinária, a combinação de bacilos Gram-negativos, não fermentadores de lactose, urease positiva, H2S positiva e motilidade positiva é altamente sugestiva de Proteus, sobretudo P. mirabilis, um agente clássico de ITU.

Alternativa correta: A – Proteus mirabilis

Justificativa: O perfil descrito (Gram–, lactose–, urease+, H2S+, motilidade+, lisina “positiva”) aponta para o gênero Proteus. Entre as espécies, P. mirabilis é a mais frequente em ITU e produz urease vigorosa (alcaliniza a urina, favorece cálculos de estruvita) e H2S em TSI/KIA. Embora a pista “colônias mucosas” seja mais típica de Klebsiella, o fato de ser lactose negativa e H2S positiva afasta Klebsiella e reforça Proteus. A distinção de espécie usualmente usa indol (não fornecido): P. mirabilis é indol–; P. vulgaris, indol+. Em contexto de ITU, a espécie mais provável é P. mirabilis (UpToDate; Murray, Medical Microbiology; Koneman).

Pegadinha importante: Em meios de lisina (LIA), Proteus é lisina desaminase positiva (LDA+), não lisina descarboxilase positiva. Muitas questões e até relatos confundem os termos. O conjunto de dados (urease+/H2S+/motilidade+/lactose–) é o que deve guiar para Proteus.

Por que as outras estão incorretas?

B – Klebsiella: geralmente lactose positiva (colônias rosa em MacConkey), não motil, H2S negativa. Embora seja mucoide e urease+ em algumas espécies, o perfil lactose–/H2S+ não condiz.

C – Shigella: não motil, urease negativa, H2S negativa. Agente entérico, raramente causa ITU. Incompatível com motilidade+ e H2S+.

D – Proteus (gênero): o gênero está correto, mas a questão pede a bactéria mais provável no cenário clínico; em ITU, a espécie mais associada é P. mirabilis. Em rotina, o indol diferencia espécies (Harrison’s; Koneman).

Estratégia para provas: em urinocultura, memorize o “tripé” que aponta para Proteus: urease+ + H2S+ + motilidade+ em bacilo Gram– e lactose–. Se pedirem espécie e não houver indol, privilegie P. mirabilis pela epidemiologia de ITU.

Referências rápidas: UpToDate (Urinary tract infections caused by Proteus); Murray Medical Microbiology; Koneman’s Diagnostic Microbiology; Harrison’s Principles of Internal Medicine (cap. de ITU e Enterobacterales).

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