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Q1091116 Medicina
Primigesta de 16 anos e na 36ª semana de gestação procura a maternidade com queixa de dor abdominal, de início agudo e sangramento transvaginal de pequena intensidade, há, aproximadamente, 3 horas. Ao exame físico, apresenta-se hipocorada (3+/4+), hidratada, pressão arterial de 90 x 40 mmHg, fundo uterino de 34 cm com tônus aumentado, frequência cardíaca fetal de 90 bpm.
O diagnóstico mais provável e a conduta a ser adotada são:
Alternativas

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Para resolver esta questão, precisamos identificar o diagnóstico mais provável com base nos achados clínicos apresentados e a conduta apropriada para a situação.

Tema central:

A questão aborda uma complicação obstétrica em uma gestante adolescente, especificamente na 36ª semana de gestação, com sintomas de dor abdominal aguda, sangramento transvaginal e alterações hemodinâmicas, sugerindo um quadro de emergência obstétrica.

Justificativa para a alternativa correta:

Alternativa C - Descolamento prematuro de placenta e parto cesárea.

O descolamento prematuro de placenta ocorre quando a placenta se separa da parede uterina antes do nascimento do bebê. Os sinais clínicos típicos incluem dor abdominal súbita, sangramento transvaginal, hipertonia uterina e sofrimento fetal evidenciado por bradicardia fetal (frequência cardíaca fetal de 90 bpm é um forte indicativo). O estado hemodinâmico instável da mãe, com pressão arterial baixa (90 x 40 mmHg), também apoia essa hipótese, indicando possível choque hemorrágico. A conduta imediata e mais segura para mãe e feto é a realização de um parto cesárea de emergência.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa A - Rotura uterina e parto cesárea com posterior histerorrafia.

A rotura uterina é uma condição mais associada a trabalho de parto ativo ou cicatrizes uterinas prévias, como cesáreas anteriores, que não é o caso aqui. Além disso, a rotura geralmente se manifesta com dor intensa e abrupta, seguida de perda de contratilidade uterina, o que não é evidenciado pelo tônus uterino aumentado observado nesta paciente.

Alternativa B - Rotura de vasa prévia e interrupção da gestação pela via de parto mais adequada.

A vasa prévia é uma condição em que vasos fetais não protegidos atravessam as membranas abaixo do feto. O principal sintoma seria sangramento indolor e súbito após a ruptura das membranas, acompanhado de sinais de sofrimento fetal. O quadro clínico apresentado não é característico de vasa prévia.

Alternativa D - Placenta prévia e tratamento expectante com 72 horas de observação hospitalar.

Placenta prévia geralmente apresenta sangramento indolor e não apresenta hipertonia uterina. O tratamento expectante é indicado apenas se não houver comprometimento hemodinâmico da mãe ou sofrimento fetal, o que não se aplica aqui devido à instabilidade materna e bradicardia fetal.

Alternativa E - Placenta prévia total e interrupção da gestação por parto cesárea.

Embora o parto cesárea seja o tratamento padrão para placenta prévia total, as características do quadro clínico (dor abdominal aguda e hipertonia) não são compatíveis com essa condição, que se manifesta com sangramento indolor.

Portanto, a alternativa C é a mais compatível com os achados clínicos, e a conduta correta é proceder com a cesariana de emergência, conforme as diretrizes obstétricas atuais (ABO, UpToDate).

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A resposta correta é a alternativa C, que indica o diagnóstico mais provável como descolamento prematuro de placenta e a conduta a ser adotada como parto cesárea. O descolamento prematuro de placenta é uma condição na qual a placenta se separa da parede do útero antes do nascimento do bebê, o que pode causar dor abdominal intensa e sangramento vaginal. A cesárea é a opção mais segura para o bebê e a mãe quando ocorre um descolamento prematuro de placenta. É importante que a paciente seja rapidamente encaminhada para a maternidade para evitar possíveis complicações.

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