Uma farmacêutica especialista em análises clínicas participa...
Gabarito comentado
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Tema central: confirmação da especificidade de autoanticorpos após triagem por IFI em células HEp-2 com padrão nuclear homogêneo, típico de anticorpos contra DNA de dupla hélice (anti-dsDNA), histonas ou nucleossomos no contexto de LES.
Alternativa correta: D — ELISA com antígenos purificados específicos
Após um ANA positivo por IFI, a boa prática é confirmar com imunoensaios em fase sólida que empreguem antígenos purificados e definidos (p.ex., dsDNA, histonas, nucleossomos) para determinar qual autoantígeno está sendo reconhecido. Isso fornece alta especificidade analítica e reduz reatividade cruzada comum em extratos celulares. Diretrizes e textos de referência (ACR/EULAR 2019 para classificação do LES; Harrison’s; Henry’s Clinical Diagnosis; UpToDate) recomendam: ANA por IFI como triagem, seguido de painéis específicos (anti-dsDNA, anti-Sm, etc.) por ELISA/CLIA com antígenos definidos quando se busca especificidade.
Por que isso faz sentido clinicamente? Padrão homogêneo em título alto aponta para anti-dsDNA/anti-histona/anticromatina. Confirmar com ELISA que usa dsDNA purificado ou histonas purificadas identifica o alvo exato, útil para diagnóstico e, no caso do anti-dsDNA, para monitorar atividade do LES.
Análise das incorretas
A — RIA: Embora o Farr assay (um tipo de RIA) detecte anti-dsDNA de alta avidez, a opção traz apenas “RIA”, sem especificar o antígeno. Além de questões operacionais (radioisótopos, menor disponibilidade), não atende diretamente à exigência de confirmar a especificidade para diferentes alvos (dsDNA vs histonas vs nucleossomos). Em provas, atenção ao termo “específico”.
B — ELISA (genérico): Dizer apenas “ELISA” é insuficiente. Kits baseados em extratos celulares podem ter reatividade cruzada e não definem o alvo molecular. O diferencial é o uso de antígenos purificados específicos (alternativa D).
C — Western blot: Útil para ENA (Sm, RNP, SSA/SSB) em padrões pontilhados. Para padrão homogêneo (DNA/histonas), o WB é menos apropriado porque muitos alvos são não proteicos (dsDNA) ou perdem epítopos conformacionais após desnaturação. Não é método de escolha para anti-dsDNA/anti-histona.
Dicas de prova
- Leu “padrão homogêneo” em HEp-2? Pense em anti-dsDNA/anti-histona.
- “Confirmar especificidade” → escolha imunoensaio com antígeno purificado (ELISA/CLIA).
- ANA por IFI é triagem; confirmação é antígeno-dirigida (ACR/EULAR 2019).
Resumo: Para um ANA homogêneo em título alto, o passo mais adequado é ELISA com antígenos purificados específicos (dsDNA/histonas/nucleossomos) para definir a especificidade do autoanticorpo e sustentar o diagnóstico de LES.
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