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Q1091115 Medicina
Um médico está acompanhando a gestação gemelar de Paula, 31 anos, GV, PII, AII (nas duas primeiras gestações, espontâneos e no primeiro trimeste). Na 24ª semana, Paula faz uma nova ecografia que mostra gêmeos com biometria de 21 semanas e fusão em região torácica anterior. Paula não tem doenças pregressas, e os exames físico e laboratoriais de rotina pré-natal são normais.
A gravidez gemelar de Paula é um caso de gemelidade
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Tema central: A questão explora a compreensão dos gêmeos conjugados (siameses), em especial o tipo de fusão (xifópagos vs. outros tipos) e a relação desta condição com os tipos de gestação gemelar monocoriônica e monoamniótica.

Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa correta descreve uma gemelidade imperfeita do tipo xifópagos em gestações monocoriônicas e monoamnióticas. Segundo o Manual de Neonatologia: “Gêmeos unidos (xifópagos) resultam quando a divisão embrionária incompleta ocorre tardiamente, após o dia 14 pós-concepção. Neste momento, a diferenciação do cório e do âmnio já ocorreu, e por isso os gêmeos unidos são vistos apenas em gêmeos monocoriônicos monoamnióticos.”

Xifópagos são chamados assim porque a fusão se localiza na região torácica anterior (xifoide): “xifó” = região do apêndice xifoide + “pagos” = fixados. Portanto, o tipo de fusão está correto e a associação com monocoriônica e monoamniótica está baseada na fisiopatologia embriológica dos siameses.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Onfalópagos têm fusão umbilical, não torácica. Embriologicamente incorreto para o caso descrito.
  • C) Xifópagos são sempre monocoriônicos e monoamnióticos, nunca diamnióticos. Há erro na classificação da membrana amniótica.
  • D) Novamente, descreve fusão do tipo onfalópagos, incompatível com o local descrito (torácico anterior).
  • E) Pigópagos são fusionados pela região sacrococcígea ou nádegas – não se aplica ao caso (torácico).

Dica para provas: Atenção máxima a termos anatômicos e a fisiologia dos tipos de gemelidade. “Monoamniótico” + “fixação torácica” = xifópagos. As bancas costumam inverter esses conceitos.

Em sumário: Gêmeos xifópagos são resultado de divisão incompleta do blastocisto, surgindo sempre em gestações monocoriônicas e monoamnióticas (protocolo clássico citado nos manuais de neonatologia). O conhecimento anatômico e embriológico é fundamental para o raciocínio médico em questões dessa natureza.

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A gravidez gemelar de Paula é um caso de gemelidade imperfeita do tipo xifópagos, o que ocorre em casos de gêmeos monocoriônicos e monoamnióticos. Tal condição é o resultado de um processo de divisão incompleta do blastocisto, caracterizando-se pela presença de malformações e/ou fusão dos membros e órgãos. A ecografia de 24 semanas mostrou gêmeos com biometria de 21 semanas, e uma fusão na região torácica anterior. Os exames de rotina pré-natal confirmam que Paula não tem doenças pregressas, tornando a gravidez saudável, embora com alguns cuidados específicos.

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