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Q3615364 Farmácia
Durante o plantão hospitalar, o farmacêutico clínico é solicitado a orientar a equipe de enfermagem sobre a reconstituição de um frasco-ampola de ceftriaxona 1g, indicado para administração intravenosa. A unidade dispõe de água para injetáveis e solução de cloreto de sódio a 0,9%. A prescrição exige administração imediata. O farmacêutico verifica que, conforme as diretrizes do fabricante e as referências oficiais, após reconstituição com 10 mL de diluente, a solução deve ser utilizada em até 6 horas, se mantida à temperatura ambiente. A conduta mais adequada em relação à reconstituição e à estabilidade seria:
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Tema central: preparo e estabilidade de antimicrobianos injetáveis (ceftriaxona 1 g) para administração intravenosa imediata, considerando diluentes disponíveis e prazo de uso pós-reconstituição.

Alternativa correta: C – “reconstituir apenas para o uso”

A prescrição exige administração imediata e o fabricante recomenda que, após reconstituição com 10 mL (água para injetáveis ou NaCl 0,9% para IV em bolo), a solução seja usada em até 6 h à temperatura ambiente. Logo, a conduta segura e aderente às referências é preparar imediatamente antes da administração, evitando armazenar ou fracionar. Isso alinha estabilidade química com segurança microbiológica e com boas práticas de preparo estéril (USP <797> 2023; bula do produto/Roche; manuais SBRAFH/Ministério da Saúde).

Por que as demais estão incorretas?

A – “fracionar em seringas estéreis”: fracionar gera múltiplas doses sem garantia de esterilidade, especialmente fora de ambiente ISO Classe 5. Para frascos de dose única, a regra é uso imediato após reconstituição ou dentro do prazo curto recomendado; fracionar eleva risco de contaminação e erros de rotulagem/BUD (Beyond-Use Date) e contraria USP <797> e práticas de segurança (SBRAFH).

B – “preparar e refrigerar por 12 h”: além de não atender à administração imediata, manter solução reconstituída na unidade por 12 h extrapola o conceito de “immediate-use” (USP <797>) e aumenta risco microbiológico. Mesmo que algumas bulas tragam estabilidade refrigerada para certos diluentes, na prática assistencial sem sala limpa o preparo deve ser próximo ao ato de administrar. Portanto, não é conduta adequada.

D – “utilizar soro glicosado”: para injeção IV em bolo de ceftriaxona 1 g, os diluentes usuais recomendados são água para injetáveis ou NaCl 0,9%. Embora a glicose 5% possa ser compatível para infusão, não é o diluente de escolha para reconstituição em bolo e nem consta entre os disponíveis no cenário. A prioridade é usar o diluente apropriado e administrar de imediato, conforme bula e manuais de diluição (bula Roche; SBRAFH).

Estratégia para a prova: identifique as “âncoras” do enunciado: administração imediata, diluentes disponíveis e estabilidade pós-reconstituição (6 h à TA). Sempre que houver exigência de uso imediato, prefira preparo à beira da administração, evitando fracionamento e estocagem.

Referências essenciais: USP <797> (2023) – Preparações estéreis e immediate-use; Bula do ceftriaxone (Rocephin/Roche); SBRAFH – Guia de Diluição de Antimicrobianos; Manuais do Ministério da Saúde sobre preparo e administração de injetáveis.

Mensagem final: Na farmácia hospitalar, concilie estabilidade declarada em bula com segurança microbiológica e a logística da administração. Quando a prescrição pede “imediato”, reconstituir apenas para o uso é a conduta mais segura.

Gabarito: C

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