Os traumatismos dentários em dentes decíduos requerem abord...

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Q3838721 Odontologia
Os traumatismos dentários em dentes decíduos requerem abordagem diferenciada devido à proximidade com germe do permanente sucessor e características anatômicas. A avulsão de incisivo decíduo é lesão traumática comum em crianças de 2-4 anos. O protocolo de manejo emergencial para avulsão de dente decíduo, segundo diretrizes da International Association of Dental Traumatology (IADT), contraindicando reimplante devido ao risco de anquilose, infecção e danos ao germe permanente em desenvolvimento, preconiza como conduta imediata: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão depende diretamente da diretriz da IADT para traumatismos na dentição decídua: diante de avulsão de incisivo decíduo, o reimplante não é recomendado. Como o enunciado delimita dente decíduo e cita o risco ao germe do permanente, a conduta imediata correta é não reimplantar.

Tema central: Avulsão em dente decíduo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide com a recomendação decisiva da IADT para dentição decídua: dente decíduo avulsionado não deve ser reimplantado. O fundamento biológico é a relação anatômica íntima entre o ápice do dente decíduo e o germe do sucessor permanente, o que torna o reimplante potencialmente lesivo ao dente permanente em formação e ainda expõe a complicações locais como anquilose e infecção.
B
Errada
Endodontia prévia não é a conduta emergencial indicada na avulsão de dente decíduo. Além disso, essa alternativa pressupõe manutenção ou reimplante do elemento, o que é incompatível com a diretriz da IADT, que contraindica o reimplante nessa situação.
C
Errada
Esplintagem flexível é medida de estabilização de dente reposicionado ou reimplantado em cenários específicos. Na avulsão de dente decíduo, como o dente não deve ser reimplantado, não existe indicação de esplintagem do elemento avulsionado.
D
Errada
Reimplante imediato contraria diretamente a recomendação da IADT para avulsão de dente decíduo. O erro é aplicar ao dente decíduo a lógica da avulsão em dente permanente, ignorando o risco de dano ao germe do sucessor permanente, além de anquilose e infecção.
E
Errada
Contenção semirrígida também depende de reposicionamento ou reimplante prévio para estabilizar o dente. Como a conduta correta na avulsão de dente decíduo é não reimplantar, essa contenção não se sustenta tecnicamente nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o manejo da avulsão em dente permanente e em dente decíduo: na dentição decídua, a prioridade é evitar dano ao germe do permanente, por isso não se reimplanta.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer avulsão em dentição decídua, verifique primeiro se a diretriz contraindica reimplante; esse é o critério que decide a questão.
  • Medidas como esplintagem, contenção e endodontia só fazem sentido se houver indicação de manter ou recolocar o dente no alvéolo; sem reimplante, essas opções não se aplicam.
  • Em trauma de dente decíduo, use como filtro decisivo a proteção do germe do sucessor permanente, porque isso muda a conduta em relação à dentição permanente.

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