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Q3615358 Farmácia
Um estudo retrospectivo nacional identificou que um antiinflamatório amplamente utilizado estava associado ao aumento estatisticamente significativo no risco de eventos cardiovasculares fatais. A farmacêutica responsável pelo comitê de avaliação de tecnologias em saúde foi chamada para recomendar ações baseadas em evidências. O tipo de farmacoepidemiologia que está envolvido nessa avaliação é representado pela:
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Tema central: classificar o tipo de estudo em Farmacoepidemiologia usado para avaliar um sinal de segurança (aumento de risco de eventos cardiovasculares fatais) detectado em um estudo retrospectivo nacional. Em farmacovigilância, essa etapa busca testar uma associação entre exposição e desfecho.

Alternativa correta: A — analítica observacional

É o tipo de estudo que testa hipóteses sobre a relação entre um medicamento (exposição) e um evento (desfecho), estimando medidas como risco relativo ou odds ratio. Pode ser retrospectivo (p.ex., caso-controle, coorte retrospectiva) e utiliza dados de mundo real (bases nacionais, prontuários). Esse desenho é padrão em estudos observacionais pós-autorização (PASS) para quantificar risco, conforme EMA GVP Module VIII e recomendações da OMS/WHO-UMC. Referência clássica: Strom BL, Kimmel SE, Hennessy S. Pharmacoepidemiology.

Por que as demais estão incorretas?

B — clínica: “Clínica” não é uma categoria de desenho em farmacoepidemiologia. O termo costuma referir-se a prática clínica ou ensaios clínicos. Aqui, não há intervenção nem randomização, e sim análise de dados observacionais para avaliar segurança, típico de farmacoepidemiologia analítica.

C — descritiva de curto prazo: Estudos descritivos apenas caracterizam frequência e padrões de uso (incidência, prevalência, perfil de consumo) e não testam associação exposição–desfecho. O enunciado fala em aumento estatisticamente significativo no risco, isto é, teste de hipótese com medida de associação — logo, não é descritivo. “De curto prazo” não é categoria aceita e não muda o caráter não-analítico.

D — experimental: Envolve intervenção (p.ex., ensaios clínicos randomizados) e não se descreve como “retrospectivo nacional”. A farmacovigilância pós-comercialização frequentemente recorre a observacionais para detecção/quantificação de riscos raros ou tardios, não a experimentais.

Estratégia para a prova: identifique palavras-chave: “retrospectivo”, “associação”, “risco aumentado”, “nacional” → isso aponta para observacional analítico. Se aparecessem “randomizado”, “intervenção”, “ensaio”, indicaria experimental. Se apenas “descrição de uso/incidência” sem associação, seria descritivo.

Exemplo prático: Avaliações sobre AINEs e risco cardiovascular (como no caso histórico dos inibidores de COX-2) utilizaram coortes e caso-controle em grandes bases para estimar risco, embasando decisões regulatórias (FDA/EMA) — exatamente o escopo da farmacoepidemiologia analítica observacional em farmacovigilância.

Referências úteis: EMA Guideline on GVP Module VIII (PASS); WHO-UMC. Signal detection and management; Harrison’s/UpToDate: princípios de avaliação de segurança pós-comercialização.

Gabarito: A — analítica observacional.

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