O sentido expresso pela palavra “vidente” na última estrofe:

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Q2765170 Português

Texto II


Cogito

Eu sou como eu sou

Pronome

Pessoal intransferível

Do homem que iniciei

Na medida do impossível


Eu sou como eu sou

Agora

Sem grandes segredos dantes

Sem novos secretos dentes

Nesta hora


Eu sou como eu sou

Presente

Desferrolhado indecente

Feito um pedaço de mim


Eu sou como eu sou

Vidente

E vivo tranquilamente

Todas as horas do fim.



NETO, Torquato.

O sentido expresso pela palavra “vidente” na última estrofe:

Alternativas

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Comentário detalhado – Interpretação de Textos

Tema central: A questão cobra interpretação de sentido contextual, especialmente do termo “vidente”, e exige atenção à semântica (sentido das palavras e expressões no contexto).

O que exige a banca? É comum que as bancas explorem palavras de múltiplos sentidos (polissemia) e peçam a você que diferencie significado usual versus sentido figurado/contextual. Portanto, ler o contexto imediato e buscar pistas nas frases vizinhas é fundamental!

Justificativa da alternativa correta – Letra B

A palavra “vidente” em seu sentido real significa “aquele que vê além, prevê ou antecipa o futuro”. No poema, o eu lírico declara viver “todas as horas do fim”, demonstrando consciência do devir e da própria trajetória. Portanto, “vidente” coincide com o sentido real: há afirmação da capacidade de prever ou entender sua jornada. Isso está alinhado à regra semântica e à interpretação contextual (Cunha & Cintra, “os sentidos das palavras, além do dicionário, devem ser reconstruídos pelo contexto em que aparecem”).

Estratégia para questões similares: Sempre relacione o sentido da palavra ao contexto e observe se há pistas de tempo (“presente”, “todas as horas do fim”, “tranquilamente”), que indicam reflexão do eu lírico sobre passado, presente e futuro.

Por que as alternativas incorretas?

  • A: Erro de interpretação: diz que contraria o sentido real, mas o texto aponta para autopercepção sobre passado e futuro.
  • C: Falsa negação: afirma que não há preocupação com trajetória, porém a referência ao “fim” mostra o contrário. Clássica pegadinha de negação absoluta.
  • D: Erro semântico: sugere uso apenas melódico, sem propósito de sentido, o que é improcedente, pois o poema reforça o entendimento (“vidente” está inserido no desenvolvimento temático do texto).

Dicas contra pegadinhas: Desconfie de alternativas que negam evidências do texto ou tratam palavras marcantes como “aleatórias”. Palavras-chave como “sempre”, “nunca”, “apenas” são sinais de alternativas absolutas.

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