O sentido expresso pela palavra “vidente” na última estrofe:
Texto II
Cogito
Eu sou como eu sou
Pronome
Pessoal intransferível
Do homem que iniciei
Na medida do impossível
Eu sou como eu sou
Agora
Sem grandes segredos dantes
Sem novos secretos dentes
Nesta hora
Eu sou como eu sou
Presente
Desferrolhado indecente
Feito um pedaço de mim
Eu sou como eu sou
Vidente
E vivo tranquilamente
Todas as horas do fim.
NETO, Torquato.
O sentido expresso pela palavra “vidente” na última estrofe:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Comentário detalhado – Interpretação de Textos
Tema central: A questão cobra interpretação de sentido contextual, especialmente do termo “vidente”, e exige atenção à semântica (sentido das palavras e expressões no contexto).
O que exige a banca? É comum que as bancas explorem palavras de múltiplos sentidos (polissemia) e peçam a você que diferencie significado usual versus sentido figurado/contextual. Portanto, ler o contexto imediato e buscar pistas nas frases vizinhas é fundamental!
Justificativa da alternativa correta – Letra B
A palavra “vidente” em seu sentido real significa “aquele que vê além, prevê ou antecipa o futuro”. No poema, o eu lírico declara viver “todas as horas do fim”, demonstrando consciência do devir e da própria trajetória. Portanto, “vidente” coincide com o sentido real: há afirmação da capacidade de prever ou entender sua jornada. Isso está alinhado à regra semântica e à interpretação contextual (Cunha & Cintra, “os sentidos das palavras, além do dicionário, devem ser reconstruídos pelo contexto em que aparecem”).
Estratégia para questões similares: Sempre relacione o sentido da palavra ao contexto e observe se há pistas de tempo (“presente”, “todas as horas do fim”, “tranquilamente”), que indicam reflexão do eu lírico sobre passado, presente e futuro.
Por que as alternativas incorretas?
- A: Erro de interpretação: diz que contraria o sentido real, mas o texto aponta para autopercepção sobre passado e futuro.
- C: Falsa negação: afirma que não há preocupação com trajetória, porém a referência ao “fim” mostra o contrário. Clássica pegadinha de negação absoluta.
- D: Erro semântico: sugere uso apenas melódico, sem propósito de sentido, o que é improcedente, pois o poema reforça o entendimento (“vidente” está inserido no desenvolvimento temático do texto).
Dicas contra pegadinhas: Desconfie de alternativas que negam evidências do texto ou tratam palavras marcantes como “aleatórias”. Palavras-chave como “sempre”, “nunca”, “apenas” são sinais de alternativas absolutas.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo