Considerando o sentido do texto, na oração “Conduz à urbani...

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Q582785 Português

      Para avaliar a importância da diversidade nas cidades, é preciso entender a extensão de sua conceituação. Seu significado vai desde a mistura de usos e atividades até a existência de uma grande variedade de estruturas urbanas e a garantia do direito à cidade pelos mais diversos grupos sociais.

      Esse conceito contraria o modelo de planejamento voltado à segregação de áreas homogêneas no tecido urbano. O encorajamento do pluralismo, em busca da diversidade, pode, de fato, ser mais um ativo importante do que uma ameaça.

      Estabelecer mecanismos que permitam às pessoas dos mais variados grupos étnicos e sociais terem direitos iguais aos espaços da cidade vai além da eficiência urbana e equidade. Conduz à urbanidade. A diversidade tem sido apontada como fator essencial para o funcionamento, o crescimento econômico e a atratividade das cidades.

      Para alguns pesquisadores, a diversidade deve ser focada nos espaços públicos, tornando cada área residencial um microcosmo da cidade, enfatizando-se a importância de prover espaços que ofereçam elevados níveis de interação entre as pessoas dos mais diferentes espectros sociais.

      Todavia, outras formas de diversidade são igualmente importantes no desenvolvimento urbano.

      As metrópoles de hoje estão se desenvolvendo rapidamente em cidades criativas, principalmente no que diz respeito às suas funções e ao capital humano. Elas são socialmente diversificadas como resultado da intensificação da migração e das diferenças socioeconômicas, revelando, ainda, múltiplas dimensões da identidade individual.

      A convivência com a diversidade, que toca em várias áreas da vida urbana, embora se constitua em um enorme desafio, ao mesmo tempo pode ser um recurso significativo das cidades contemporâneas. Portanto, embora seja importante descobrir caminhos para planejar a cidade plural, não menos importante é encontrar ferramentas que possam medir essa diversidade, de tal forma que ela possa ser avaliada e comparada em suas várias regiões.

                                      (Claudio Bernardes. Opinião. Folha de S.Paulo, 03.08.2015)

Considerando o sentido do texto, na oração “Conduz à urbanidade.” (3° parágrafo), o acento indicativo da crase será mantido se o verbo for substituído por
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Regência verbal e uso do acento indicativo de crase.

A questão exige que saibamos identificar quando o acento de crase deve ser mantido após a troca do verbo. Esse ponto demanda conhecimento de regência verbal: se o novo verbo exigir a preposição “a” antes de um substantivo feminino (como “urbanidade”), haverá fusão com o artigo e o acento indicativo da crase será obrigatório (“à urbanidade”).

Na frase do texto (“Conduz à urbanidade.”), o verbo conduzir normalmente é transitivo direto e, por si, não exige preposição. No texto, foi usada crase porque, na substituição por outro verbo, é comum encontrar verbos que exigem preposição “a”.

Entre as alternativas, o verbo levar (Alternativa E) é o único em que a regência permite a fusão da preposição “a” com o artigo feminino, preservando o uso da crase: “Leva à urbanidade.” Assim, a alternativa correta é a letra E.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Exerce: “Exerce” é verbo transitivo direto, não exige preposição. Logo, não caberia crase: Exerce urbanidade.
  • B) Rege: Também transitivo direto. Ex: “Rege urbanidade”. Sem preposição, não há crase.
  • C) Transmite: Transitivo direto. Ex: “Transmite urbanidade”. Não aceita crase nesse contexto.
  • D) Implica: Quando usado no sentido de “causar” (como no texto), é transitivo direto: “Implicou urbanidade”. Quando se exige preposição, é “implicar em”, e não “a” (“Implicou em urbanidade”), nunca usa crase.

Estratégia para provas: Sempre associe o uso da crase à análise do verbo e do termo seguinte. Se o verbo pedir a preposição “a” e o termo seguinte admitir artigo feminino, a crase será obrigatória. Cite o método: Regência verbal + substantivo feminino = crase.

Referências: Segundo Bechara & Cunha & Cintra, apenas verbos que exigem “a” (como “levar a”) formam crase com substantivo feminino. O texto está em plena conformidade com a norma culta.

Resumo final: A alternativa correta é E) Leva. Apenas esse verbo exige a preposição “a”, tornando correta a construção “Leva à urbanidade.”

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Comentários

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O verbo “levar” exige preposição a, portanto, se comporta como o verbo “conduz”, que consta no enunciado, podendo, inclusive substituí-lo sem desvio de sentido.
GABARITO: A

quem leva, leva alguma coisa A alguém verbo bitransitivo.

Rápido, já desconfiei de "Leva". Se não houvesse crase, ficaria estranho "Leva a urbanidade" (leva, leva embora, carrega como uma enchente carrega). Para que isso não aconteça, "levar" deve pedir preposição (levar a). Assim, "Leva à urbanidade" ("leva a isso" e não "leva isso" de levar embora, o rio carregar kkk).

assim como aspirar, o verbo levar é polissêmico e no texto esta no sentido de causalidade. Ex: O cigarro leva à morte.


Espero ter ajudado

Bons estudos



gosto de resolver a essas questões trocando por palavras no masculino

a) exercer (ex: exercer o poder - verbo transitivo direto) não usa crase

b) rege ( rege o contrato- vtd) não usa crase

c) transmite (transmite o vírus - vtd) não usa crase

d) implica (implica o pagamento - vtd) não usa crase

e) leva  (leva o pacote ao estabelecimento - vtdi). 

No caso vti- leva à urbanidade/  ex: leva ao desenvolvimento

 Resposta Certa

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