Para a maioria das pessoas, ouvir sons como o de uma pessoa ...
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 31 a 35.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico
Para a maioria das pessoas, ouvir sons como o de uma pessoa respirando perto de você, cachorros latindo na vizinha ou qualquer outro ruído corriqueiro não costuma ser um grande problema. No entanto, há quem realmente fique louco só de ter que escutar esses mínimos barulhos por alguns segundos.
Ou seja, sons que outras pessoas nem notam podem causar uma crise sem precedentes para determinados indivíduos. O nome desse problema é misofonia, uma síndrome bastante rara que causa extrema sensibilidade a sons específicos, sendo mais comum em pessoas com certas condições de saúde prévias.
A misofonia é o nome da condição sofrida por pessoas que se afetam emocionalmente por alguns sons comuns no dia a dia, seja os exemplos citados anteriormente ou outros que parecem passar desapercebidos por outros indivíduos. Quando esse gatilho é acionado, é comum que o paciente crie uma resposta de luta ou fuga ao áudio que está ouvindo.
Isso pode ser manifestado por meio de ataques de raiva ou uma grande vontade de fugir daquele ambiente. Como a misofonia é uma síndrome pouco estudada pela medicina até hoje, não se sabe ao certo o quão comum ela de fato é. Contudo, é sabido que esse problema afeta alguns mais do que outros e pode causar isolamento social.
Pacientes que sofrem de misofonia se sentem envergonhados geralmente por suas reações e não costumam expressar isso para profissionais de saúde. No entanto, é válido destacar que esse é um distúrbio neurológico real e que compromete seriamente o funcionamento, a socialização e a saúde de um ser humano. Por fim, estima-se que tal síndrome costuma aparecer por volta dos doze anos de idade.
Com o passar dos anos, novas pesquisas têm surgido a respeito da misofonia para tentar identificar suas causas. Estudos conduzidos por pesquisadores britânicos em um grupo de vinte adultos que sofrem da síndrome e vinte e dois que não a possuem, mostram que os sintomas mais comuns são o desconforto com diferentes sons, sons universalmente perturbadores e sons neutros.
Sons de pessoas mastigando, respirando alto e choros de bebê aparecem como os mais incômodos para quem sofre com esse distúrbio. De acordo com os estudiosos, isso confirma que as pessoas misofônicas são muito mais afetadas por sons de gatilho específicos do que outros indivíduos, mas não se diferem tanto em relação a outros tipos de som.
Os estudos também mostram que esses pacientes apresentam sinais de estresse muito maiores — como aumento de suor e frequência cardíaca — aos sons desencadeantes de comer e respirar do que aqueles considerados comuns. Sensações de ansiedade ou pânico, incluindo sentimentos de estar preso ou perder o controle, também podem acontecer com frequência.
Para a sorte de quem é diagnosticado com misofonia, o futuro parece próspero. Atualmente, algumas clínicas de misofonia já existem nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. Inclusive, tratamentos como distração auditiva, utilizando ruído branco, fones de ouvido, ou terapia cognitiva-comportamental mostraram algum sucesso na melhoria dos sintomas.
Misofonia: a doença que faz qualquer som virar um sofrimento físico - Mega Curioso. Adaptado.
Para a maioria das pessoas, ouvir sons como o de uma pessoa respirando perto de você, cachorros latindo na vizinha ou qualquer outro ruído corriqueiro não costuma ser um grande problema. No entanto, há quem realmente fique louco só de ter que escutar esses mínimos barulhos por alguns segundos.
De acordo com as regras de acentuação gráfica, é correto afirmar que:
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Tema central da questão:
A questão avalia o conhecimento das regras de acentuação gráfica na Língua Portuguesa, especificamente quanto aos monossílabos tônicos, oxítonas, proparoxítonas e o acento em vocábulos com hiato. Dominar essas regras é fundamental para quem visa concursos como o de Agente Administrativo.
Análise da alternativa correta (C):
A alternativa C está correta. Segundo a norma-padrão (gramática de Celso Cunha & Lindley Cintra), recebem acento gráfico os monossílabos tônicos terminados em "a(s)", "e(s)", "o(s)". Assim, tanto “há” (monossílabo tônico terminado em a) quanto “só” (monossílabo tônico terminado em o) são acentuados conforme essa regra. Apesar de ambas seguirem o mesmo fundamento geral (acentuação de monossílabos tônicos), cada uma aplica-se especificamente ao final da palavra.
Exemplo: só (apenas) e há (do verbo haver).
Análise das alternativas incorretas:
A) INCORRETA. “Você” é acentuado por ser uma oxítona terminada em “e”. “Há” e “só” são monossílabos tônicos. São regras diferentes! (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa).
B) INCORRETA. Não há ao menos dois vocábulos proparoxítonos acentuados no trecho exigido. Exemplo de proparoxítona: mínimos (mas aparece apenas uma no trecho).
D) INCORRETA. “Ruído” e “mínimos” usam regras diferentes. “Ruído” é acentuado por hiato: “i” tônico, sozinho e seguido de vogal. “Mínimos” é proparoxítona (sílaba tônica na antepenúltima posição). Não compartilham a mesma regra.
Pegadinha da questão:
Muitos candidatos confundem “oxítonas” e “monossílabos tônicos” por terminarem em letras semelhantes, ou associam toda palavra acentuada à mesma regra. Atenção ao tamanho e posição da sílaba tônica! Preste sempre atenção a termos-chave como monossílabo, oxítona, proparoxítona ao analisar alternativas.
Resumo da regra central:
Monossílabos tônicos terminados em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)” são sempre acentuados. Oxítonas receberão acento se terminarem em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, “em”, “ens”. Todas proparoxítonas são acentuadas.
Referências: Cunha, Cintra (Nova Gramática). Bechara (Moderna Gramática Portuguesa).
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