O quadro neurológico mais frequentemente associado à depress...
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Tema central: O tema da questão envolve a associação entre patologias neurológicas e quadros depressivos. Para o cargo de Médico psiquiatra, é fundamental reconhecer condições neurológicas frequentemente acompanhadas de sintomas psiquiátricos, valorizando a prevalência, fisiopatologia e impacto na clínica.
Alternativa correta: E) doença de Parkinson
A doença de Parkinson (DP) é classicamente uma enfermidade neurodegenerativa motor, mas apresenta também múltiplos sintomas não motores, especialmente depressão. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson do Ministério da Saúde (2022): “A depressão é o transtorno psiquiátrico mais frequente na DP, com prevalência de 20 a 50%.”
Fisiopatologicamente, a depressão na DP está associada à degeneração dopaminérgica, serotoninérgica e noradrenérgica, afetando circuitos corticais e subcorticais relacionados ao humor. Muitas vezes, a sintomatologia depressiva pode anteceder até mesmo os primeiros sintomas motores, dificultando o diagnóstico precoce e exacerbando comprometimentos funcionais (Harrison's Principles of Internal Medicine, 20ª ed.).
Análise das alternativas incorretas:
- Epilepsia: Apesar da depressão ser até 2-3 vezes mais comum em pacientes epilépticos do que na população geral, ela ocorre menos que na DP. Predomina após crises refratárias ou em síndromes específicas. Não é o quadro neurológico mais frequentemente associado à depressão.
- Tumor cerebral: Depressão pode ocorrer, relacionada à localização (lóbulos frontais/temporais) ou ao efeito de massa, porém não é regra e a frequência é inferior à observada na DP. Sinais neurológicos focais predominam.
- Toxoplasmose cerebral: Tipicamente, se manifesta com sintomas neurológicos focais, mais comum em imunossuprimidos (ex: HIV). Depressão não é sintoma destacado nesta patologia.
- Demência tipo Alzheimer: Depressão pode estar presente, porém a prevalência e o impacto são menores comparados à DP. É mais comum sintomas cognitivos do que psiquiátricos puros.
Estratégia de prova: Fique atento a termos como “quadro neurológico mais frequentemente associado”. Note que a questão não trata de possíveis associações, mas da frequência comprovada, tornando a DP a resposta indicada. Alternativas como Alzheimer ou epilepsia, embora plausíveis, apresentam menor prevalência de depressão associada.
Resumo: A depressão é manifestação não motora proeminente e de alta prevalência na doença de Parkinson, fato reforçado por diretrizes nacionais e literatura médica de excelência. Reconhecer essa relação é fundamental tanto para diagnóstico precoce quanto para manejo multidisciplinar do paciente.
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