Micro-organismos indicadores podem ser utilizados para refle...
Gabarito comentado
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Tema central: Indicadores microbiológicos em alimentos são microrganismos usados para inferir higiene, segurança e vida útil do produto. Bons indicadores devem ser fáceis de detectar e contar, ter comportamento semelhante ao do patógeno de interesse e correlacionar-se com contaminação ou falhas de processo (ICMSF; Codex Alimentarius; FAO/WHO).
Alternativa correta: C – “ser facilmente distinguíveis de outros microrganismos da microbiota do alimento”.
Justificativa: Um indicador só é útil se puder ser rapidamente isolado e diferenciado da microbiota natural, com métodos padronizados e reprodutíveis (ex.: coliformes/E. coli por ISO 4832 e ISO 16649; Enterobacteriaceae por ISO 21528). Isso garante sensibilidade, especificidade e comparabilidade entre laboratórios, atributos essenciais em controle oficial e APPCC. Exemplos: E. coli como indicador de contaminação fecal; Enterococcus para higiene ambiental; contagem de mesófilos para boas práticas (Jay’s Modern Food Microbiology; FDA BAM).
Análise das alternativas incorretas
- A – “estar presentes como contaminantes naturais do alimento”: Incorreta. Indicadores relevantes não precisam ser naturais; muitos não devem estar presentes em alimentos adequadamente processados (p.ex., E. coli em produtos prontos para consumo). O critério é associação com higiene/risco, não “naturalidade” (ICMSF).
- B – “apresentar necessidades de crescimento divergentes às do patógeno”: Incorreta. Para refletir o risco, o indicador deve ter comportamento ecológico semelhante ao patógeno (sobrevivência ao processamento, resposta a pH, temperatura, atividade de água). Requisitos divergentes quebram a correlação (Codex; FAO/WHO Microbiological Risk Assessment).
- D – “estar ausentes quando o patógeno associado estiver presente”: Incorreta. É o oposto do desejado. Idealmente, o indicador tem maior prevalência e sua presença sinaliza possibilidade de patógeno; a ausência do indicador reduz (não elimina) a probabilidade de patógeno. Ausência do indicador concomitante à presença do patógeno caracterizaria um mau indicador (ICMSF).
Estratégia de prova: Procure palavras-chave que definem bons indicadores: “facilmente detectáveis/distinguíveis”, “métodos padronizados”, “correlação com risco/higiene” e “comportamento semelhante” ao patógeno. Desconfie de enunciados com inversões lógicas (“ausente quando o patógeno está presente”) e de apelos a “natural do alimento”.
Referências essenciais: ICMSF – Microorganisms in Foods; Codex Alimentarius (CAC/GL 21 – Critérios Microbiológicos); FAO/WHO (Microbiological Risk Assessment); ISO 4832/16649/21528; FDA BAM; Jay’s Modern Food Microbiology.
Gabarito: C
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