Considerando a situação hipotética apresentada, o Manual Dia...
Considerando a situação hipotética apresentada, o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR) e a relação da psicologia com a educação, julgue o item que se segue.
O padrão predominantemente disruptivo apresentado por Bruno, marcado pela dificuldade de se relacionar com os colegas e de acatar os comandos das figuras de autoridade, é critério suficiente para se firmar o diagnóstico de transtorno desafiador opositor.
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Para responder adequadamente a essa questão, vamos analisar a premissa à luz do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR) e da interface entre psicologia e educação.
O item está incorreto.
O padrão de comportamento apresentado por Bruno — embora inclua dificuldade em acatar comandos e problemas relacionais — não é critério suficiente para se firmar o diagnóstico de Transtorno Desafiador Opositor (TDO).
- Exclusão de Diagnósticos Precipitados na Infância: Segundo o DSM-5-TR, comportamentos desafiadores, irritabilidade ou instabilidade de humor em crianças pequenas (6 anos) devem ser avaliados com extremo cuidado. A infância é uma fase marcada por intensas flutuações maturacionais e alta sensibilidade a mudanças ambientais.
- Contexto Psicossocial Relevante: O caso aponta múltiplos fatores estressores significativos na vida de Bruno:
- Mudança na dinâmica familiar e financeira (desemprego paterno, maior envolvimento da mãe no comércio, alteração na rotina de cuidados com o irmão mais velho).
- Sintomas somáticos e comportamentais secundários (sono agitado, isolamento momentâneo, regressão recente). Atribuir um transtorno psiquiátrico de forma isolada desconsidera o impacto direto desses estressores psicossociais e ambientais no comportamento da criança.
- Critérios de Diagnóstico Diferencial e Temporal: O TDO exige um padrão persistente de humor raivoso/irritável, comportamento questionador/desafiador ou vindicativo com duração de, pelo menos, seis meses, manifestado com pelo menos um indivíduo que não seja irmão. Sintomas recentes e reativos a uma fase de transição familiar não preenchem, por si só, os critérios diagnósticos rigorosos do manual.
- A Visão da Psicologia Escolar: A perspectiva contemporânea da psicologia na educação entende que o comportamento disruptivo na escola frequentemente funciona como um sinal de alerta ou linguagem sintomática de sofrimento emocional, e não necessariamente como uma patologia intrínseca do aluno. O foco deve ser a escuta acolhedora, a orientação parental e a intervenção sistêmica (escola-família), evitando a rotulagem precoce. GEmini
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