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Q3258488 Medicina
        Um homem de 78 anos de idade, com hemoptise e intensa dor torácica havia três horas, foi admitido em um hospital em cidade do interior, distante duas horas do centro terciário de referência. A dor apresentava-se ao repouso, sendo ventilatório-dependente, e era acompanhada de dispneia e um episódio de síncope sem pródromos ou outros sinais ou sintomas. Portador de hipertensão arterial havia 20 anos, o paciente, que faz uso de enalapril 20 mg atualmente, estava em tratamento de quimioterapia para um glioblastoma havia três meses. No exame físico, encontrava-se afebril, dispneico, com frequência cardíaca de 112 bpm, frequência respiratória de 31 rpm, saturação de oxigênio de 90%, pressão arterial de 88 mmHg × 56 mmHg e turgência de jugular a 45°. Não foram detectadas outras alterações significativas no exame. O ecocardiograma revelou hipocinesia do ventrículo direito (VD) e hipertensão pulmonar (HP).

A respeito desse caso clínico hipotético, julgue o item subsequente.


A presença de inversão da onda T nas derivações precordiais de V1 a V4 é compatível com esse quadro.

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Para resolver esta questão, vamos entender o cenário clínico apresentado. O paciente é um homem idoso com história de hipertensão e em tratamento para glioblastoma, que se apresenta com hemoptise, dor torácica ventilatório-dependente, dispneia e um episódio de síncope. Esses sinais e sintomas são sugestivos de embolia pulmonar (EP).

O exame físico revela taquipneia, taquicardia, hipotensão e turgência jugular, que são achados compatíveis com a EP. O ecocardiograma mostra hipocinesia do ventrículo direito (VD) e hipertensão pulmonar (HP), que são indícios de sobrecarga do ventrículo direito devido ao aumento da pressão nas artérias pulmonares, comum em casos de embolia pulmonar maciça.

Em pacientes com embolia pulmonar, especialmente quando há sobrecarga do VD, um eletrocardiograma pode mostrar alterações como a inversão da onda T nas derivações precordiais, particularmente de V1 a V4. Isso ocorre devido à sobrecarga de pressão no VD, que altera a repolarização ventricular. Portanto, a presença de inversão da onda T nas derivações precordiais de V1 a V4 é compatível com o quadro clínico descrito.

A alternativa correta é C - certo, pois a inversão da onda T nas derivações V1 a V4 é uma manifestação comum na embolia pulmonar com sobrecarga ventricular direita.

Vamos analisar brevemente por que a outra alternativa não seria correta. Se houvesse uma opção de "errado", ela não se aplicaria aqui, pois a inversão da onda T nas derivações mencionadas está realmente associada à EP com as características clínicas descritas. Esse tipo de alteração eletrocardiográfica não é um erro conceitual neste contexto.

É fundamental, ao interpretar questões clínicas, considerar o quadro como um todo, correlacionando os achados clínicos e de exames complementares. Assim, desenvolvemos um raciocínio clínico integrado e eficaz.

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O ECG tem pouca contribuição no TEP, mas ele deve ser usado como diagnóstico diferencial de SCA. Geralmente, demonstram alterações inespecíficas como: taquicardia sinusal (principal), desvio do eixo elétrico, BRD, inversão da onda T em V1 a V4, DIII e aVF. Além disso, pode está normal em cerca de 13 a 30%. Outro fator é que, se alterado, pode se normalizar rapidamente, desaparecimento as alterações dentro de minutos a horas. Dessa forma, o único sinal específico de TEP é bastante incomum (menos de 10% dos casos): a presença do “S1Q3T3”: onda S em D1, onda Q em D3 e inversão de onda T em D3:

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