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Q4195106 Medicina
Menina, 4 anos de idade, entrou na piscina de casa sem acompanhamento. Foi notada a sua ausência após cerca de 30 minutos. Foi retirada da piscina pelo pai, não respondia ao chamado de seu nome, recebeu ventilações boca a boca, foi seca e passou a chorar fraco. Em 10 minutos chegou ao pronto-socorro; ao exame apresenta estertores localizados, em base direita, sem outras alterações.
A conduta mais indicada ao quadro apresentado é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em afogamento não fatal, a conduta depende do estado clínico atual: se a criança recupera ventilação e consciência, permanece hemodinamicamente estável e não apresenta hipoxemia ou desconforto respiratório significativo, a indicação é observação clínica com monitoração de sinais vitais por 6 a 8 horas.

Tema central: Conduta pós-afogamento
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta se sustenta porque o caso foi estratificado como quadro sem gravidade sistêmica evidente na chegada. O achado pulmonar focal isolado não caracteriza, por si só, insuficiência respiratória nem impõe internação ou investigação extensa. Como pode haver deterioração respiratória nas primeiras horas após submersão, a conduta tecnicamente adequada é manter observação seriada e monitoração de sinais vitais por período limitado no pronto-socorro.
B
Errada
Está errada porque transforma um quadro clinicamente estável em indicação de sala de emergência e exames complementares de rotina sem critério de gravidade. Radiografia de tórax, gasometria e eletrólitos são guiados por hipoxemia, insuficiência respiratória, alteração neurológica persistente ou instabilidade, achados que não foram descritos.
C
Errada
Está errada porque não há critério clínico para UTI. Terapia intensiva é reservada a necessidade de suporte ventilatório avançado, instabilidade hemodinâmica, coma persistente ou piora importante, ausentes no enunciado. Além disso, fisioterapia respiratória não é a medida inicial decisiva nesse cenário.
D
Errada
Está errada porque propõe monitorização prolongada por 24 horas em leito de emergência para um caso com melhora rápida e sem alterações sistêmicas descritas. Nos quadros leves com estabilidade clínica inicial, a base sustenta observação curta de 6 a 8 horas, não vigilância estendida indiscriminadamente.
E
Errada
Está errada porque o oxigênio não deve ser prescrito por tempo fixo independentemente da saturação. O suporte de oxigênio é titulado conforme o estado respiratório e a oximetria; como o enunciado não informa hipoxemia nem desconforto respiratório significativo, essa conduta é tecnicamente inadequada.
Pegadinha da questão
A banca induz a superestimar a gravidade pelo tempo sem supervisão e pela inconsciência inicial, mas o critério decisivo é a condição clínica na chegada ao pronto-socorro, não a impressão inicial da cena.
Dica para questões semelhantes
  • Em afogamento não fatal, estratifique pela chegada: ventilação, oxigenação, nível de consciência e estabilidade hemodinâmica.
  • Estertores isolados sem hipoxemia ou desconforto respiratório importante não indicam automaticamente UTI nem bateria de exames.
  • Nos quadros leves com melhora inicial, a conduta-chave é observação por 6 a 8 horas para vigiar piora respiratória tardia.
  • Oxigênio, radiografia, gasometria e internação devem ser guiados por gravidade clínica, não usados de rotina.

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