Menino, 3 anos de idade, filho único, iniciou a vacinação n...

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Q4195102 Medicina
Menino, 3 anos de idade, filho único, iniciou a vacinação na maternidade, onde recebeu vacina contra hepatite B e BCG id. Está com a vacinação completa para a idade, tem peso e altura no percentil 50, desenvolvimento neuropsicomotor adequado, frequenta creche desde os 6 meses de idade. Apresentou várias infecções respiratórias, com coriza e tosse prolongadas, bronquiolite aos 7 meses e otite média aguda aos 9 e aos 15 meses, com boa evolução. Mora em casa de 3 cômodos, com saneamento básico, dorme em berço no quarto dos pais. O pai foi diagnosticado com tuberculose bacilífera há 2 semanas. Sem sintomas, não tem alterações no exame físico. Tem radiografia torácica normal, como a mãe, e prova tuberculínica de 7 mm.
A conduta indicada ao quadro apresentado é
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Criança contato intradomiciliar de tuberculose bacilífera, assintomática, com radiografia de tórax normal e prova tuberculínica de 7 mm. Após exclusão de tuberculose ativa, esse conjunto caracteriza infecção latente por tuberculose e indica tratamento preventivo com isoniazida; entre as opções, isso corresponde à alternativa E.

Tema central: ILTB em contato pediátrico
Análise das alternativas
A
Errada
O sistema de escore é ferramenta para apoiar diagnóstico de tuberculose doença em criança com suspeita clínica. Aqui não há quadro compatível com doença ativa: a criança está assintomática, sem alterações ao exame físico e com radiografia normal. O problema clínico não é confirmar TB doença, e sim manejar contato com PT reatora após exclusão de doença ativa, o que enquadra ILTB.
B
Errada
O teste rápido molecular em secreção respiratória é exame para investigação de tuberculose ativa, não para definir infecção latente. Nesta situação, faltam os elementos que sustentariam investigação microbiológica como passo decisivo: não há sintomas atuais sugestivos de TB pulmonar, a radiografia é normal e a conduta já está definida pelo contexto epidemiológico e pela PT reatora.
C
Errada
IGRA/ELISPOT podem detectar infecção tuberculosa, mas não são obrigatórios quando a prova tuberculínica já é positiva no contexto correto. Em criança de 2 a 10 anos contato de TB ativa, a PT é método aceito, e PT de 7 mm em contato intradomiciliar já satisfaz o critério operacional para tratar ILTB após exclusão de doença ativa. Pedir IGRA aqui não muda a decisão clínica.
D
Errada
Contato epidemiológico não equivale a tuberculose doença. A criança não tem dados de TB ativa; tem quadro compatível com ILTB, cujo tratamento é preventivo, não esquema para doença. Quanto à mãe, o enunciado informa apenas radiografia normal, sem PT/IGRA reator ou outro dado que sustente tratamento. Portanto, tratar ambos por critério epidemiológico confunde exposição com doença e extrapola os dados disponíveis.
E
Certa
A alternativa E traduz a conduta esperada após excluir tuberculose ativa: a criança é contato intradomiciliar recente de caso pulmonar bacilífero, não tem sintomas, o exame físico é normal, a radiografia é normal e a PT é reatora no ponto de corte aplicável ao contexto de risco. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde para manejo de ILTB em contatos, esse conjunto caracteriza indicação de tratamento preventivo. Isoniazida é esquema aceito em pediatria, e 270 doses correspondem ao esquema de 9 meses. A base ressalta que a redação da dose na alternativa está tecnicamente imprecisa, porque em pediatria a referência correta é por peso, em torno de 10 mg/kg/dia, mas a intenção terapêutica da opção é inequívoca.
Pegadinha da questão
A banca mistura contato domiciliar de alto risco, BCG prévia e PT de 7 mm para induzir erro de interpretação. O ponto decisivo é que, nesse contexto, BCG não invalida a PT e radiografia normal não afasta ILTB; ao contrário, ajuda a separar infecção latente de tuberculose ativa.
Dica para questões semelhantes
  • Em contato infantil de caso bacilífero, primeiro diferencie tuberculose ativa de ILTB com sintomas e radiografia de tórax.
  • Se a criança é assintomática, tem radiografia normal e PT ≥ 5 mm no contexto de contato, a decisão tende a ser tratamento da ILTB.
  • Não confunda exames de doença ativa, como TRM-TB, com testes usados para documentar infecção, como PT ou IGRA.
  • Se a alternativa correta trouxer isoniazida em criança, confira se o núcleo da conduta é tratar ILTB; a dose pediátrica deve ser interpretada por peso.

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