A neurocriptococose é uma infecção muito prevalente em porta...

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Q2759188 Farmácia

A neurocriptococose é uma infecção muito prevalente em portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e em pacientes imunodeprimidos por outras causas. O tratamento é, normalmente, realizado com dois fármacos diferentes. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o fármaco que compõe a fase de ataque e o fármaco que compõe a fase de manutenção do tratamento.

Alternativas

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A alternativa correta é a A. Vamos entender por quê.

A neurocriptococose é uma infecção fúngica que afeta o sistema nervoso central, sendo particularmente prevalente em indivíduos com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) ou em pacientes imunodeprimidos. O tratamento dessa condição geralmente envolve duas fases: a fase de ataque e a fase de manutenção.

Na fase de ataque, o objetivo é reduzir rapidamente a carga fúngica. Para isso, utiliza-se a Anfotericina B, um potente antifúngico que atua na membrana celular dos fungos, aumentando a permeabilidade e levando à morte celular. Este medicamento é considerado padrão-ouro para tratamento inicial de infecções fúngicas graves, como a criptococose.

Na fase de manutenção, o tratamento visa impedir a recidiva da infecção. O Fluconazol é frequentemente utilizado, pois possui boa penetração no sistema nervoso central e é eficaz na manutenção do controle da infecção por Cryptococcus. Ele é um antifúngico da classe dos azóis que inibe a síntese de ergosterol, um componente essencial da membrana celular fúngica.

Agora, vejamos por que as outras opções estão incorretas:

Alternativa B: <span style="color:darkorange;">Secnidazol e anfotericina B</span>. O secnidazol é utilizado para tratar infecções parasitárias e não é indicado para tratar infecções fúngicas como a criptococose.

Alternativa C: <span style="color:darkorange;">Fluconazol e metronidazol</span>. Embora o fluconazol seja usado na fase de manutenção, o metronidazol é um antibiótico e antiparasitário, não adequado para criptococose.

Alternativa D: <span style="color:darkorange;">Metronidazol e itraconazol</span>. O metronidazol, como mencionado, não é usado para infecções fúngicas, e o itraconazol, apesar de ser um antifúngico, não é a escolha padrão para o tratamento da neurocriptococose.

Alternativa E: <span style="color:darkorange;">Itraconazol e secnidazol</span>. Esta combinação não é utilizada no tratamento da neurocriptococose pelas razões já mencionadas sobre cada fármaco.

Em resumo, o tratamento da neurocriptococose exige um conhecimento claro das fases de tratamento e dos fármacos adequados para cada etapa. A combinação de Anfotericina B na fase de ataque e Fluconazol na fase de manutenção é a abordagem estabelecida para essa grave infecção.

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Comentários

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A alternativa correta é a A (Anfotericina B e fluconazol).

Com base nas fontes de farmacologia fornecidas, a fundamentação técnica para essa estratégia terapêutica na neurocriptococose (meningite criptocócica) é a seguinte:

  • Fase de Ataque (Indução) - Anfotericina B: As fontes descrevem a anfotericina B como o "padrão-ouro" para o tratamento de micoses sistêmicas graves e ameaçadoras à vida. No caso específico da criptococose, ela é utilizada na fase inicial para obter a esterilização rápida do líquido cefalorraquidiano (LCR), muitas vezes em associação com a flucitosina para potencializar esse efeito. Devido à sua alta toxicidade, ela é reservada para esta fase aguda e intensiva.

  • Fase de Manutenção (Consolidação/Supressão) - Fluconazol: O fluconazol é explicitamente citado como o "fármaco de escolha contra Cryptococcus neoformans após o tratamento com anfotericina B". Isso ocorre devido a duas características fundamentais mencionadas nos textos:
  1. Excelente penetração no LCR: O fluconazol atravessa a barreira hematoencefálica com facilidade, atingindo níveis terapêuticos eficazes no sistema nervoso central.
  2. Segurança para uso prolongado: Diferente da anfotericina B, o fluconazol é bem tolerado e possui menos efeitos colaterais graves, o que o torna ideal para a fase de manutenção em pacientes imunodeprimidos, que muitas vezes precisam de terapia supressiva por tempo prolongado para evitar recidivas.

Por que as outras alternativas estão incorretas? As alternativas B, C, D e E mencionam fármacos como o secnidazol e o metronidazol, que são classificados nas fontes como antiprotozoários (usados para amebíase e giardíase) ou antibacterianos anaeróbios, não possuindo atividade contra fungos como o Cryptococcus. O itraconazol, embora seja um antifúngico, não é o fármaco de escolha para a manutenção no SNC porque, conforme as fontes, ele não atinge concentrações terapêuticas no líquido cefalorraquidiano.

Fonte: Minhas referências no notebookLM:

Farmacologia do Golan

Farmacologia Ilustrada

Farmacologia Rang e Dale

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