Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 35 anos, chega ao prontosocorro com queixa de sangramento uterino aumentado associado à dismenorreia. Informa que estava em amenorreia há cerca de um ano, desde que foi realizado implante de DIU-Levonorgestrel (MIRENA© ). Ao exame, encontra-se hemodinamicamente estável, mas com Hb=9,6 g/Dl, dosagem de B-hCG negativo, ultrassonografia mostrando útero e anexos normais, com DIU em fundo da cavidade uterina e endométrio com 2 mm.
Diante deste quadro, a terapêutica adequada, inicial, é:
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Em usuária de DIU-LNG com sangramento aumentado, mas hemodinamicamente estável, beta-hCG negativo, DIU bem posicionado, ultrassonografia sem alteração estrutural e endométrio fino, a conduta inicial é conservadora: manter o dispositivo e tratar o sangramento e a dor com AINE e/ou ácido tranexâmico; não há indicação inicial de retirada do DIU nem de hormonioterapia sistêmica.
- Antes de decidir retirar o DIU, confira se o caso já excluiu gestação, mau posicionamento do dispositivo e patologia estrutural uterina.
- Se a paciente estiver estável e o DIU-LNG estiver bem posicionado, pense primeiro em tratamento sintomático do sangramento associado ao método.
- Endométrio fino em usuária de DIU-LNG reforça efeito local do levonorgestrel e não sugere, por si, necessidade de retirada do dispositivo.
- Quando a pergunta pedir conduta inicial, priorize medidas conservadoras antes de troca do método ou associação hormonal sistêmica.
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