Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...

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Q4152746 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, de 55 anos, cinco anos de menopausa, sem sintomas vasomotores, com inibição do desejo sexual secundária à dispareunia. Além disso, apresenta densitometria óssea mostrando DMO= -2,5 DP em coluna lombar, antecedentes pessoais de histerectomia e familiares de mãe com câncer de mama.

Neste caso, a forma terapêutica adequada é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A paciente apresenta dispareunia por hipoestrogenismo e osteoporose densitométrica, e entre as alternativas a única que contempla terapia hormonal com benefício sobre os sintomas geniturinários e sobre o osso é a letra A. A histerectomia torna tecnicamente desnecessária a oposição endometrial com progestagênio, mas isso não invalida o gabarito oficial.

Tema central: Terapia hormonal no climatério
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a escolhida porque a ação decisiva é a do estrogênio: ele melhora a síndrome geniturinária da menopausa, responsável pela dispareunia, e reduz a perda óssea associada à queda estrogênica. No caso, a densitometria com DMO de -2,5 confirma osteoporose, e o antecedente de histerectomia explica por que o progestagênio não é, em regra, necessário para proteção endometrial. Assim, embora a formulação da alternativa seja tecnicamente imperfeita, ela é a única que reúne tratamento do quadro genital e benefício ósseo.
B
Errada
Vitamina D associada ao cálcio é medida adjuvante e não tratamento suficiente para osteoporose densitométrica estabelecida com T-score de -2,5. Além disso, não corrige a deficiência estrogênica genital responsável pela dispareunia.
C
Errada
Bifosfonatos tratam o componente ósseo da osteoporose, mas não atuam na síndrome geniturinária da menopausa. Portanto, não resolvem a dispareunia por atrofia relacionada ao hipoestrogenismo.
D
Errada
Denosumabe também é terapia anti-reabsortiva voltada ao osso. O erro da alternativa é o mesmo critério de exclusão dos bifosfonatos: trata a osteoporose, mas não a dispareunia por atrofia urogenital da menopausa.
Pegadinha da questão
A banca explorou o fato de a paciente ser histerectomizada: tecnicamente, a progestina não costuma ser necessária sem útero, mas a única alternativa com estrogênio, que trata a dispareunia e ainda beneficia o osso, é a letra A.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado junta dispareunia pós-menopausa e perda óssea, procure a opção que trate a deficiência estrogênica e não apenas a densitometria.
  • Em terapia hormonal da menopausa, a necessidade de progestagênio depende da presença de útero, porque sua função principal é proteção endometrial.
  • Cálcio e vitamina D isoladamente são suporte, não tratamento suficiente de osteoporose já definida por T-score de -2,5.
  • Bifosfonatos e denosumabe cobrem o osso, mas não corrigem sintomas geniturinários por hipoestrogenismo.

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