Em casos de falência ovariana precoce, o tratamento com ter...

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Q4152745 Medicina
Em casos de falência ovariana precoce, o tratamento com terapia hormonal sistêmica é:
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na falência ovariana precoce, a terapia hormonal sistêmica é indicada para reposição do hipoestrogenismo precoce e prevenção de suas repercussões, não apenas para alívio sintomático; por isso, o critério correto é mantê-la, em regra, até a idade habitual da menopausa natural.

Tema central: Terapia hormonal na falência ovariana precoce
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ausência de sintomas vasomotores não contraindica terapia hormonal sistêmica na falência ovariana precoce. O erro é tratar a indicação como se fosse apenas sintomática. Nesse contexto, a terapia também corrige o déficit estrogênico e previne repercussões sistêmicas do hipoestrogenismo, mesmo sem fogachos.
B
Errada
Está errada porque estabelece um prazo fixo de até cinco anos, e esse não é o critério de duração na falência ovariana precoce. O parâmetro correto é manter a reposição até a idade esperada da menopausa natural, salvo contraindicações, e não impor limite temporal arbitrário.
C
Errada
Está errada porque distorce a indicação da terapia hormonal sistêmica, reduzindo-a ao tratamento de sintomas geniturinários e ainda associando-a à inibição do desejo sexual. Na falência ovariana precoce, a indicação central da terapia sistêmica é reposição hormonal global; sintomas geniturinários isolados remetem a abordagem específica, frequentemente local, e não definem a principal indicação da terapia sistêmica.
D
Certa
A alternativa D traduz o manejo clássico da falência ovariana precoce/insuficiência ovariana primária: como há perda precoce da função ovariana com deficiência estrogênica antes da idade usual da menopausa, a terapia hormonal sistêmica é indicada como reposição hormonal e para reduzir consequências do hipoestrogenismo crônico, como sintomas, perda óssea e maior risco cardiovascular. Por isso, a duração não é arbitrária; em regra, mantém-se a terapia ao menos até a idade em que a menopausa natural normalmente ocorreria, desde que não haja contraindicações clínicas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre terapia hormonal na menopausa habitual e reposição hormonal na falência ovariana precoce: quem pensa apenas em fogachos ou em limite fixo de tempo erra o caráter de reposição até a idade usual da menopausa natural.
Dica para questões semelhantes
  • Em falência ovariana precoce, pense primeiro em reposição de deficiência hormonal precoce, não apenas em alívio sintomático.
  • Para duração da terapia, use como referência a idade habitual da menopausa natural, e não um prazo fixo como cinco anos.
  • Não confunda indicação de terapia hormonal sistêmica com tratamento direcionado apenas à síndrome geniturinária.

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