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Q4152741 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, de 42 anos, chega ao prontosocorro com sangramento agudo de origem uterina, com moderada quantidade e estável hemodinamicamente. Tem antecedentes de hipertensão arterial grave e diabetes tipo 2 sem controle adequado. A ultrassonografia é normal, com endométrio de 1 mm e B-hCG negativo.

Diante deste quadro, a primeira opção terapêutica é o
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em sangramento uterino agudo, com paciente hemodinamicamente estável, beta-hCG negativo e sem causa estrutural evidente ao USG, a escolha inicial entre as alternativas deve considerar as comorbidades; como há hipertensão arterial grave e diabetes tipo 2 mal controlado, o anticoncepcional oral combinado fica inadequado pela presença de estrogênio, e o ácido tranexâmico se destaca como opção hemostática eficaz e mais segura nesse cenário.

Tema central: Sangramento uterino agudo
Análise das alternativas
A
Certa
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que reduz a degradação do coágulo e, assim, diminui a perda sanguínea uterina. Neste caso, ele é a melhor primeira opção entre as alternativas porque controla o sangramento agudo sem expor a paciente ao estrogênio, que é desfavorável diante da hipertensão grave e do perfil metabólico da paciente.
B
Errada
Piroxicam é um AINE. Embora os AINEs possam reduzir sangramento em alguns contextos, não são a primeira escolha mais eficaz para controle de sangramento uterino agudo moderado neste cenário e perdem em adequação farmacológica para hemostasia imediata frente ao ácido tranexâmico.
C
Errada
O acetato de medroxiprogesterona pode ser usado em sangramento uterino agudo quando se deseja evitar estrogênio, mas a questão favorece o ácido tranexâmico como primeira opção mais direta para hemostasia entre as alternativas oferecidas. O erro é supor que a contraindicação ao estrogênio torne automaticamente o progestágeno a melhor resposta.
D
Errada
O anticoncepcional oral combinado contém estrogênio e não é a primeira opção apropriada em paciente com hipertensão arterial grave; o diabetes mal controlado reforça o perfil clínico desfavorável. A alternativa erra por ignorar a elegibilidade clínica e a segurança farmacológica.
Pegadinha da questão
A banca mistura o tratamento clássico do sangramento uterino agudo com a necessidade de ajustar a escolha às comorbidades, especialmente a hipertensão grave, que limita o uso de estrogênio.
Dica para questões semelhantes
  • No sangramento uterino agudo com paciente estável, a escolha do fármaco depende da segurança frente às comorbidades.
  • Hipertensão grave é um forte limitador para anticoncepcional combinado com estrogênio.
  • Entre uma opção hemostática não hormonal e uma opção hormonal com estrogênio em paciente de maior risco cardiovascular/metabólico, tende a prevalecer a não hormonal.
  • Ultrassonografia sem causa estrutural evidente e beta-hCG negativo ajudam a enquadrar o caso, mas a decisão farmacológica depende da segurança clínica.

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