Em relação a doenças pulmonares, julgue o item a seguir.Segu...
Em relação a doenças pulmonares, julgue o item a seguir.
Segundo os últimos estudos sobre dieta pré-natal, apesar das evidências ainda não definitivas, a insuficiência de vitamina D em mulheres pode aumentar o risco de asma nos filhos e a sua suplementação na gestação pode reduzir esse risco.
Gabarito comentado
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Tema central: relação entre vitamina D materna e risco de asma na infância. A questão avalia se a deficiência materna aumenta o risco e se a suplementação na gestação pode reduzi-lo.
Justificativa da alternativa C (certo): A literatura aponta associação entre baixa 25(OH)D materna e maior risco de wheeze e asma em crianças. Ensaios clínicos como VDAART (≈4.400 UI/d vs 400 UI/d iniciada no 2º tri) e COPSAC2010 (2.800 UI/d vs 400 UI/d) mostraram redução de sibilância recorrente até 3 anos; o efeito sobre asma aos 6 anos é menos consistente. Conclusão prática: as evidências sugerem benefício, porém ainda não são definitivas para prevenção de asma ao longo da infância, exatamente como a assertiva descreve.
Base científica essencial: Metanálises e revisões (ex.: Cochrane 2022) indicam redução modesta de sibilância em filhos de gestantes suplementadas; o desfecho “asma diagnosticada” tem resultados variáveis. O UpToDate e o Harrison’s concordam: há plausibilidade biológica e sinais de benefício, mas sem recomendação universal apenas para prevenir asma. Diretrizes obstétricas (ex.: ACOG) recomendam pelo menos 600 UI/d de vitamina D na gestação e correção de deficiência (<20 ng/mL), não especificamente para prevenção de asma.
Fisiopatologia resumida: A vitamina D modula a imunidade inata e adaptativa (reduz viroses e inflamação Th2) e participa da organogênese pulmonar. Deficiência materna pode predispor a vias aéreas mais reativas e maior sibilância no início da vida.
Por que a alternativa E (errado) está incorreta: Negar a relação ignora os ensaios VDAART/COPSAC e revisões sistemáticas que mostram sinal de benefício da suplementação no risco de sibilância e possível redução de risco de asma em fases precoces, embora sem prova definitiva para todos os desfechos a longo prazo.
Estratégia para a prova: Atenção a expressões como “evidências ainda não definitivas”: elas sinalizam que há associação sustentada por estudos, porém sem consenso definitivo. Diferencie sibilância recorrente (desfecho mais sensível a intervenção) de asma diagnosticada (mais rígido e menos consistente nos estudos).
Referências úteis: VDAART; COPSAC2010; Cochrane Database of Systematic Reviews (vitamin D supplementation in pregnancy and wheeze/asthma); UpToDate (Vitamin D and pregnancy); Harrison’s Principles of Internal Medicine; recomendações ACOG sobre vitamina D na gestação.
Gabarito: C (certo).
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