Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...

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Q4152732 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, de 28 anos, procura atendimento com queixa de sangramento de pequena quantidade, há dez dias, com início logo depois do final da última menstruação, associado a dores hipogástricas. Informa que há cerca de três anos está em uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, apresentando menstruações cíclicas, com aumento da quantidade e duração. Nega febre e sintomas gerais. Ao exame ginecológico, observase sangramento discreto, de origem uterina, colo fechado, útero com volume normal com dor ao toque combinado e mobilização do colo.

A dosagem do B-hCG é negativa e a ultrassonografia apresenta útero e ovários normais, com pequena quantidade de líquido de fundo de saco posterior, caracterizando-se, assim, a 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Dor pélvica/hipogástrica associada a dor à mobilização do colo e dor uterina é critério clínico clássico para suspeita de doença inflamatória pélvica; no caso, o beta-hCG negativo afasta as hipóteses gestacionais propostas.

Tema central: Diagnóstico clínico de DIP
Análise das alternativas
A
Errada
Gravidez ectópica pressupõe gestação em curso. Aqui, o beta-hCG é negativo, o que torna essa hipótese incompatível na lógica da questão. Além disso, o achado decisivo do exame é a dor à mobilização do colo, mais típico de DIP do que de ectópica. O pequeno líquido em fundo de saco e o uso de DIU não superam a ausência de evidência laboratorial de gravidez.
B
Errada
Gestação tópica incipiente também exige gravidez, e isso não se sustenta com beta-hCG negativo. O quadro descrito não é de início de gestação, mas de dor pélvica com sinal inflamatório ao exame ginecológico, o que direciona para DIP.
C
Errada
Ameaça de aborto só existe se houver gestação intrauterina em curso. O colo fechado, isoladamente, não define abortamento; esse dado só ganha sentido em gestante. Como o beta-hCG é negativo, falta o pressuposto básico do diagnóstico, tornando a alternativa incorreta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro reúne os achados semiológicos centrais de síndrome inflamatória pélvica alta: dor hipogástrica, sangramento uterino anormal e, principalmente, dor ao toque combinado e à mobilização do colo. Esse é o núcleo clínico que sustenta o diagnóstico de DIP, mesmo sem febre. O beta-hCG negativo afasta as hipóteses baseadas em gestação, e o pequeno líquido no fundo de saco posterior é apenas achado inespecífico, compatível com processo pélvico, sem redefinir o diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de supervalorizar DIU, sangramento e líquido em fundo de saco para pensar em ectópica, ou usar 'colo fechado' como se bastasse para ameaça de aborto, ignorando que o beta-hCG negativo exclui as hipóteses gestacionais e que a dor à mobilização do colo aponta para DIP.
Dica para questões semelhantes
  • Em dor pélvica com dor à mobilização do colo ou dor uterina ao exame, pense primeiro em DIP como enquadramento sindrômico clínico.
  • Antes de aceitar alternativas gestacionais, confirme se há gestação; beta-hCG negativo inviabiliza ectópica, gestação tópica e ameaça de aborto no contexto da questão.
  • Ausência de febre não exclui DIP quando os achados semiológicos centrais estão presentes.
  • Não trate pequeno líquido em fundo de saco como achado específico; ele só tem valor quando integrado ao restante do quadro.

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