Majur Harachell Traytowu, da comunidade bororo Apido Paru em Rondonópolis (MT), ficou conhecida, em 2021,
como a primeira mulher transexual a liderar uma aldeia indígena. “A gente fez um breve estudo, e parece que existe
‘cacica’ [feminino de cacique]. Então, estão me tratando mais
como ‘cacica’”, conta ela, que assim prefere ser chamada.
Uma dificuldade que ela conta não ter enfrentado foi transfobia dentro da comunidade. “Nunca ninguém me questionou
[como líder]. Nunca falaram nada. Nunca tive esse problema”, afirma Majur, que considera que o respeito às pessoas
trans é uma realidade no povo bororo, mas não é uma constante entre todos os povos indígenas.
(Vinícius Lisboa. https://agenciabrasil.ebc.com.br, 26.01.2023. Adaptado.)
Considerando a relação entre poder e identidade de gênero,
o excerto revela que