As manifestações clínicas apresentadas por essa paciente ind...

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Q34687 Patologia
Uma mulher de cinquenta anos de idade relatou durante
consulta médica que, há três semanas, após a separação conjugal,
vem apresentando, ao longo de quase todo o dia, humor deprimido,
perda de energia, capacidade de pensar reduzida, vontade de dormir
por várias horas (inclusive no período diurno) e sensação de culpa
excessiva pelo processo de separação. Negou ter outras doenças. O
exame clínico realizado não revelou alterações fisiológicas
relevantes.

Considerando essa situação clínica, julgue os itens que se seguem.

As manifestações clínicas apresentadas por essa paciente indicam que a principal hipótese diagnóstica é distimia.
Alternativas

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Alternativa correta: E – errado

Tema central: A questão avalia a capacidade de identificar a hipótese diagnóstica mais provável em um quadro de humor deprimido após um evento estressor, diferenciando entre transtorno depressivo maior e distimia (transtorno depressivo persistente).

Resumo teórico: A distimia caracteriza-se por humor deprimido presente na maior parte dos dias, por pelo menos dois anos consecutivos (ou um ano em crianças), com sintomas mais leves do que a depressão maior. Já o transtorno depressivo maior é definido por episódios de pelo menos duas semanas de sintomas moderados a graves, incluindo humor deprimido, perda de interesse, energia diminuída, distúrbios do sono e sentimentos de culpa, frequentemente desencadeado por fatores estressores.

Segundo o DSM-5 e diretrizes do Ministério da Saúde (Saúde Mental - MS), a duração dos sintomas é fundamental para o diagnóstico diferencial entre esses quadros.

Justificativa da alternativa correta: A paciente apresenta há três semanas sintomas de humor deprimido, falta de energia, capacidade de pensar reduzida, sonolência excessiva e culpa após separação conjugal. Esses sintomas não têm duração suficiente para configurar distimia, pois esta requer sintomas persistentes por no mínimo dois anos. O quadro é compatível com um episódio depressivo maior ou uma reação ao estresse, não distimia.

Análise da alternativa errada: Se a questão sugerisse distimia como hipótese principal, estaria incorreta, pois ignora o critério temporal, que é essencial. Essa é uma pegadinha comum: confundir episódios depressivos agudos com quadros crônicos. Fique atento ao tempo de evolução dos sintomas!

Dicas de interpretação: Leia com atenção a duração dos sintomas e o contexto (evento estressor recente) para diferenciar diagnósticos. Palavras como “há três semanas” ou “há anos” mudam totalmente o raciocínio em clínica psiquiátrica.

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Distimia é um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa auto-estima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado.

Sintomas

O principal sintoma é a irritabilidade, mas existem outros:

* Mau humor;

* Baixa auto-estima;

* Desânimo e tristeza;

* Predominância de pensamentos negativos;

* Alterações do apetite e do sono;

* Falta de energia para agir;

* Isolamento social;

* Tendência ao uso de drogas lícitas, ilicítas e de tranquilizantes.


A distimia é um tipo de depressão crônica, com a duração de no mínimo 2 anos para adultos e 1 ano para crianças.

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