O resultado é um "semicondutor" capaz de detectar fótons de...

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Q3876677 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

CZT: o incrível material que está gerando uma revolução tecnológica (e por que é tão difícil de obter)

Submeter-se a exames de tomografia pulmonar costumava exigir que pacientes permanecessem imóveis por até quarenta e cinco minutos dentro de grandes máquinas. Com a introdução de novos equipamentos, esse tempo foi reduzido para quinze minutos, resultado tanto do avanço no processamento de imagens quanto do uso de um material especial conhecido como CZT, sigla para telureto de cádmio e zinco.

Esse material permite a produção de imagens tridimensionais altamente detalhadas dos pulmões, ampliando a precisão diagnóstica. Médicos relatam que os resultados obtidos representam um avanço significativo na área de imagem médica. Embora pouco conhecido fora do meio científico, o CZT vem sendo apontado como responsável por uma verdadeira transformação tecnológica, com aplicações que vão além da medicina, alcançando telescópios de raios X, detectores de radiação e sistemas de segurança em aeroportos. 

Uma das principais vantagens do uso do CZT é a alta sensibilidade dos mecanismos, que permite reduzir a quantidade de substâncias radioativas utilizadas nos exames. Isso é particularmente relevante em investigações clínicas que buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos ou alterações difíceis de detectar por métodos tradicionais.

Apesar de já existir há décadas, o CZT só recentemente passou a ser empregado em equipamentos de grande porte. Sua produção é extremamente complexa e demorada, envolvendo processos longos de aquecimento, fusão e solidificação até a formação de cristais perfeitamente alinhados. O resultado é um semicondutor capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com grande precisão, convertendo diretamente esses sinais em imagens digitais detalhadas, em um único passo, diferentemente das tecnologias anteriores.

Esse grau de precisão possibilita, inclusive, a geração de imagens capazes de diferenciar materiais e tecidos, o que amplia significativamente o campo de aplicação do material. Atualmente, o CZT já é utilizado em sistemas de inspeção de bagagens e em equipamentos de pesquisa científica avançada, e há expectativa de que seu uso se expanda ainda mais nos próximos anos.

No entanto, a elevada demanda e a dificuldade de fabricação tornam o material escasso. Pesquisadores de diversas áreas dependem de peças muito específicas, muitas vezes extremamente finas, o que nem sempre é possível atender. Essa limitação afeta desde estudos astronômicos até grandes centros de pesquisa que utilizam raios X para analisar materiais em nível microscópico.

Mesmo assim, projetos científicos de grande porte continuam a apostar no CZT, especialmente diante da necessidade de sensores mais sensíveis para acompanhar o aumento da intensidade das fontes de raios X modernas. Apesar dos desafios, o material segue como peça central de importantes inovações, consolidando-se como uma solução estratégica para enfrentar limites tecnológicos atuais e impulsionar avanços na medicina, na ciência e na indústria.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y2zd0lx7yo.adaptado.
O resultado é um "semicondutor" capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com grande "precisão".

Em relação à estrutura e à formação das palavras destacadas, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer, no trecho exato "O resultado é um "semicondutor" capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com grande "precisão".", que "semicondutor" apresenta prefixação pelo acréscimo de "semi-" a "condutor" e que "precisão" é substantivo abstrato formado por derivação sufixal em correlação com "preciso"; por isso, a alternativa A é a única compatível com a estrutura morfológica das duas palavras.

Tema central: formação de palavras
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta as duas classificações exigidas. Em "semicondutor", há uma base já existente, "condutor", à qual se acrescenta o prefixo "semi-", o que caracteriza derivação prefixal. Em "precisão", há formação de um substantivo abstrato por derivação sufixal, em correlação com a base adjetival "preciso". O ponto decisivo da questão era distinguir afixação de outros processos morfológicos incompatíveis com a forma dessas palavras.
B
Errada
"Semicondutor" não é derivação regressiva, porque não houve redução formal de uma palavra primitiva; ocorreu o contrário: acréscimo do prefixo "semi-" à base "condutor". "Precisão" também não é flexão nominal de grau, porque não expressa aumento, diminuição ou intensidade de um nome: trata-se de substantivo novo formado lexicalmente por derivação sufixal.
C
Errada
"Semicondutor" não é parassíntese, pois esse processo exige acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, o que não ocorre aqui. A palavra apresenta apenas prefixação sobre a base "condutor". Já "precisão" não resulta de conversão, porque conversão ocorre sem alteração formal da palavra, e aqui há alteração da forma por acréscimo sufixal.
D
Errada
"Semicondutor" não é composição por justaposição, porque a classificação cobrada pela questão é a de prefixação: não se trata da simples reunião de duas palavras autônomas lado a lado, mas de prefixo + base. "Precisão" também não decorre de composição entre dois radicais nominais, e sim de derivação sufixal em correlação com "preciso".
Pegadinha da questão
A banca explora confusões clássicas: tomar "semi-" como composição em vez de prefixo e tratar "precisão" como flexão ou conversão, ignorando que há formação vocabular por sufixação com mudança de classe.
Dica para questões semelhantes
  • Separe a palavra em base e afixo antes de classificar o processo de formação.
  • Verifique se houve acréscimo, redução ou nenhuma mudança formal; isso elimina regressão e conversão quando a forma mostra afixação.
  • Não confunda flexão com derivação: se surge uma palavra nova de outra classe, o processo é lexical, não flexional.

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