Considere a passagem do segundo parágrafo: Não precisam...
Aconteceu de verdade, nos Estados Unidos – a Coca-Cola instalou uma daquelas máquinas que vendem refrigerante no refeitório de uma escola. Mas a máquina era especial. Quando os estudantes inseriam o dinheiro, não saía lá de dentro apenas uma garrafinha, mas várias. Com tantas Cocas na mão, os estudantes acabavam oferecendo aos colegas os refrigerantes a mais. Porém, a coisa não parou por aí. Um funcionário escondido dentro da máquina começou a passar pela fenda caixas de pizza, flores, balões, enfim, uma infinidade de agrados, para espanto e alegria da garotada.
Com essa iniciativa esquisita, a empresa quis reforçar a ideia de que, mais que comercializar produtos, sua missão é espalhar felicidade. Não foi à toa que ela batizou suas máquinas de “fábricas de felicidade”. Não precisamos perder tempo discutindo se os produtos da multinacional americana podem, de fato, trazer felicidade, se são saudáveis ou nutritivos. Afinal, a questão aqui não se relaciona ao bem-estar do corpo e sim à busca do prazer,que hoje parece orientar boa parte de nossas escolhas. A verdade é que, de um jeito ou de outro, a felicidade agora pode ser encontrada em toda parte, pelo menos no que diz respeito à comunicação das marcas. A Best Buy, líder na venda de eletroeletrônicos nos Estados Unidos, também usou uma estratégia semelhante em suas campanhas de publicidade. Seu slogan é: “Você mais feliz”.
Essa guinada das empresas, que pararam de alardear a qualidade superior de seus produtos e passaram a vender felicidade, tem estreita relação com a mudança dos consumidores, hoje mais preocupados com os benefícios que as marcas trazem a suas vidas do que com o desempenho dos objetos que adquirem. Em outras palavras, mais que deixar limpas as roupas da família, uma nova lavadora economiza o tempo da dona de casa, o que se traduz em mais felicidade.
O diretor Frank Capra assinou, nos anos 40, uma verdadeira obra-prima, que em português ganhou o nome de “A Felicidade Não se Compra”. Hoje provavelmente esse título do filme não faria o menor sentido, porque o que as empresas oferecem é justamente a ilusão de felicidade, embutida nos produtos que vendem.
(Luiz Alberto Marinho, Vida Simples, 05.2010, http://zip.net/bplQ7v, 17.12.2013. Adaptado)
Não precisamos perder tempo discutindo se os produtos da multinacional americana podem, de fato, trazer felicidade, se são saudáveis ou nutritivos.
Assinale a alternativa que apresenta uma expressão que substitui, corretamente, o trecho destacado, por ter sentido semelhante.
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Tema central da questão: Interpretação de texto e equivalência semântica entre expressões.
A questão avalia a capacidade do candidato de identificar no texto ideias principais e de substituir corretamente uma expressão por outra que mantenha seu sentido. Segundo a norma-padrão e autores como Celso Cunha & Lindley Cintra, parafrasear exige preservar o significado e a intenção comunicativa do original.
No trecho destacado, "Não precisamos perder tempo discutindo...", o autor indica que não é necessário debater determinado assunto. O foco da frase está sobre a dispensabilidade da discussão, isto é, não há necessidade de se abordar o tema.
Alternativa correta: D) É desnecessário debater.
Justificativa: A expressão indicada transmite exatamente a mesma ideia do trecho original: debater é algo desnecessário naquele contexto. Portanto, há equivalência semântica. Segundo Bechara, a substituição é válida quando mantém-se o sentido principal do enunciado.
Análise das alternativas incorretas:
- A) É relevante analisar.
Indica importância, sugerindo que vale a pena discutir, ideia oposta ao original. - B) É imprudente desconsiderar.
Implica que não discutir seria irresponsável, o sentido é contrário ao do texto. - C) É conveniente averiguar.
Sugere que discutir é útil ou apropriado, não condizendo com a dispensabilidade destacada. - E) É desaconselhável ignorar.
Propõe que não ignorar é o melhor, criando sentido oposto ao que se pede.
Estratégia para questões similares: sempre releia o trecho original, identifique a ideia central (neste caso, a desnecessidade da discussão) e elimine opções que alterem o sentido. Atenção a palavras como "relevante", "imprudente", "conveniente" e "desaconselhável", pois geralmente sinalizam sentido oposto à dispensabilidade.
Resumo: Neste caso, a substituição correta mantém o sentido de que promover a discussão é desnecessário. Isso é central para interpretação de textos e para a escolha criteriosa de sinônimos em provas de concurso.
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Gab. D
É desnecessário debater = Não precisamos perder tempo discutindo
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