A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de
evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium
leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os
nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões
neurais, podendo acarretar danos irreversíveis, inclusive
exclusão social, caso o diagnóstico seja tardio ou o
tratamento inadequado. A infecção por hanseníase
acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer
idade. Entretanto, é necessário um longo período de
exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena
parcela da população infectada realmente adoece. As
lesões neurais decorrentes conferem à doença um alto
poder incapacitante, principal responsável pelo estigma
e discriminação às pessoas acometidas pela doença. O
Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que
registram casos novos. Em razão de sua elevada carga,
a doença permanece como um importante problema de
saúde pública no país, sendo de notificação
compulsória e investigação obrigatória. A transmissão
ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma
infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo
para o meio exterior, infectando outras pessoas
suscetíveis, ou seja, com maior probabilidade de
adoecer. A forma de eliminação do bacilo pelo doente
são as vias aéreas superiores (por meio do espirro ou
tosse), e não pelos objetos utilizados pelo paciente.
Também é necessário um contato próximo e
prolongado. Os doentes com poucos bacilos –
paucibacilares (PB) – não são considerados importantes
fontes de transmissão da doença, devido à baixa carga
bacilar. Conforme a Sociedade Brasileira de
Dermatologia, a Hanseníase pode ser classificada em
várias formas, de acordo com a concentração de bacilos
e anatomopatologia. A Hanseníase na forma
tuberculóide é caracterizada como:
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