O adjetivo “pura”, presente em “Apenas uma alma pura e os o...
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Ano: 2021
Banca:
CONTEMAX
Órgão:
Prefeitura de Granito - PE
Prova:
CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Granito - PE - Auxiliar de Serviços Gerais |
Q4264827
Não definido
Texto associado
SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE
Protagonista do filme “Colegas”, que estreou sexta, fala
da vida com a síndrome de Down e de como se sente
igual a todos.
Protagonista do filme “Colegas”, do diretor
Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define
como um “guerreiro”. E ele é. Guerreiro down, diga-se.
Down de síndrome de Down mesmo.(...)
O sonho do guerreiro, agora é se firmar na
carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e
estudar para se tornar diretor também.
Abaixo, entrevista de Goldenberg, em que revela
o segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais
de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
Como você avalia o seu desempenho no
filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone
expressasse a realidade de um down que luta para
materializar seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho orgulho
de dizer que fizemos o filme todo em um take só.
Gravamos direto, não houve a necessidade de refazer
cenas porque os atores se esqueceram do texto, ou
porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por
ser down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um cinema.
Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao cinema toda
sexta-feira. Sempre fomos tratados com respeito, mas,
naquele dia, o gerente se recusou a aceitar que
pagássemos meia-entrada, que é um direito assegurado
aos downs. Ficou claro que ele não nos queria lá. Me
subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site “Grandes encontros”, que é uma
sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a
encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma
alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais
judaico, religião da minha família, e no católico, da família
da Rita.
Você se sente um cara diferente das pessoas
comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós downs
perante a sociedade somos downs, mas, perante Deus,
somos normais. É claro que eu sei que temos uma cópia
a mais do cromossomo 21. Mas todo dia nasce um bebê
torto, ou loiro, ou moreno, ou mais inteligente ou menos.
Nós somos apenas parte da imensa diversidade dos
seres humanos. Por isso, somos normais.
E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho
com a síndrome. E há a probabilidade muito grande de
termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar.
CAPRIGLIONE, Laura. Folha de São Paulo. Disponível
em:
https://www1.folha.uol.com.br/paywall/login.shtml?https:/
/www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/96794-somos-soparte-da-imensa-diversidade-dos-seres-humanos.shtml
O adjetivo “pura”, presente em “Apenas uma alma
pura e os olhos azuis bonitos.”, dá origem a uma palavra
grafada com “z”: “pureza”; o mesmo fenômeno ocorre
com a palavra apontada na alternativa: