Homem de 70 anos queixa-se de visão dupla intermitente ao lo...
O restante do exame neurológico é normal. Qual é o diagnóstico mais provável?
Gabarito comentado
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Tema central: O caso descreve um quadro clássico de diplopia (visão dupla) intermitente, flutuante e fatigável, com piora ao longo do dia ou com esforço visual e melhora com repouso. Estes são achados altamente sugestivos de disfunção na junção neuromuscular, quadro típico da Miastenia Gravis Ocular (MGO).
Justificativa da alternativa correta – E) Miastenia gravis ocular
O conjunto entre diplopia que surge após uso prolongado dos músculos oculares, melhora com descanso e fraqueza na abdução ocular confirma o padrão da MGO. Segundo o PCDT Miastenia Gravis do Ministério da Saúde (2021, p. 20): “os sintomas oculares, devido à fadiga da musculatura, são a principal manifestação inicial em 85% dos pacientes com formas leves”. A flutuação dos sintomas, fatigabilidade e reversibilidade parcial com repouso são marcas registradas deste diagnóstico.
Além disso, o restante do exame neurológico está normal, reforçando se tratar de uma forma ocular isolada da doença, diferenciação clínica importante para provas e prática médica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Paralisia do VI nervo craniano direito: Embora cause déficit na abdução do olho, seria persistente, não intermitente, e não apresenta melhora com repouso.
B) Miopatia (distrofia oculofaríngea): Caracteriza-se por fraqueza crônica, não flutuante, acometendo geralmente músculos oculares E da faringe, em padrão familiar e progressivo.
C) Retinopatia: Não cursa com diplopia – lesões retinianas não afetam alinhamento ocular ou movimentos dos olhos, mas sim a acuidade ou campo visual.
D) Ataques isquêmicos transitórios: Não provocam sintomas flutuantes fatigáveis. Quando afetam pares craniais, causam déficits súbitos e mantidos, sendo improvemento pelo repouso improvável.
Estratégia de prova: Atenção à palavra-chave “fadiga” e aos achados de melhora após descanso. Sempre relacione sintomas flutuantes e musculatura extraocular à Miastenia Gravis. Evite se confundir com paresias cranianas (déficit constante).
Conclusão: O quadro clínico é clássico de Miastenia Gravis Ocular, confirmando a alternativa E como correta, seguindo protocolos oficiais e evidências citadas.
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