Sobre a Brucelose, assinale a alternativa incorreta.

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Q3571692 Veterinária
Sobre a Brucelose, assinale a alternativa incorreta.
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Tema central: brucelose bovina e a interferência sorológica pós-vacinal das vacinas B19 (cepa lisa) e RB51 (cepa rugosa) nos testes diagnósticos. Entender como a idade da vacinação influencia a persistência de anticorpos é crucial para interpretar provas e a rotina sanitária.

Gabarito: D (alternativa incorreta)

Por que a D é incorreta? A vacinação com B19 até 8 meses reduz a chance de interferência após os 24 meses, mas não elimina totalmente. Uma pequena parcela de fêmeas pode manter títulos detectáveis além de 24 meses, dependendo do teste empregado (ex.: AAT/Rose Bengal, SAT). Assim, a afirmação categórica “não havendo interferência” é imprecisa. Diretrizes do PNCEBT/MAPA e o Manual da OIE destacam que a persistência de anticorpos pós-B19 é mais provável quanto maior a idade à vacinação, mas pode ocorrer mesmo em vacinadas no período recomendado (3–8 meses), embora seja incomum.

Análise das alternativas

A – Correta. B19 (amostra lisa de Brucella abortus) induz anticorpos anti-LPS liso, que podem reagir nos testes sorológicos convencionais e interferir no diagnóstico. A RB51 (amostra rugosa) não expressa o LPS “O-polissacarídeo” e, portanto, tende a não interferir em testes que detectam anti-LPS. Referência: OIE Terrestrial Manual; PNCEBT/MAPA.

B – Correta. A persistência dos anticorpos pós-B19 é relacionada à idade da vacinação: quanto mais velha a fêmea no momento da vacinação, maior a chance de títulos duradouros interferirem nos testes. Isso orienta a vacinação preferencialmente entre 3–8 meses. Referência: PNCEBT.

C – Correta. Vacinar fêmeas acima de 8 meses com B19 aumenta a probabilidade de anticorpos persistirem e interferirem após os 24 meses. Por isso, para adultos, a RB51 pode ser alternativa em programas específicos, por não induzir anti-O-LPS. Referência: OIE/PNCEBT.

D – Incorreta. Embora a vacinação até 8 meses costume levar à queda dos títulos antes dos 24 meses, afirmar que “não há interferência” é absoluto e falso. Há exceções. Testes confirmatórios (2-mercaptoetanol, fixação de complemento, ELISA) ajudam a discriminar infecção de anticorpos vacinais. Referência: OIE; PNCEBT.

Dicas de prova

- Desconfie de termos absolutos como “não havendo interferência”.

- Lembre: B19 = lisa = anti-LPS = pode interferir; RB51 = rugosa = não anti-LPS = pouca interferência.

- Idade importa: 3–8 meses minimiza interferência; >8 meses aumenta persistência de anticorpos.

Aplicação prática/diagnóstico: Em vigilância de fêmeas ≥24 meses, resultados reagentes devem ser confirmados (ex.: 2-ME, FC, ELISA) para distinguir infecção natural de anticorpos vacinais residuais.

Fontes: OIE Terrestrial Manual (Brucellosis, 2023–2024); PNCEBT/MAPA (Instruções normativas e manuais técnicos); UpToDate – Brucellosis in animals (visão geral).

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