De acordo com as fases da Babesiose canina, relacione as co...
1. Forma hiperaguda. 2. Forma aguda. 3. Forma crônica. 4. Forma subclínica.
( ) Esta é a fase mais difícil de detectar. Os sintomas não são aparentes, portanto, é preciso que haja muita atenção e observação por parte dos tutores.
( ) Os principais atingidos são os recém-nascidos e filhotes, devido à formação incompleta de seu sistema de defesa. Animais com graves infestações de carrapatos também estão suscetíveis a apresentar esse quadro. Nessa fase, o animal pode apresentar choque com hipotermia, hipóxia tissular (quando os tecidos não recebem o oxigênio necessário) e outras lesões.
( ) Embora incomum, esta fase costuma acontecer em animais parasitados há muito tempo. Os sintomas são depressão, fraqueza, perda de peso e febre intermitente.
( ) Esta é a fase mais comum da doença, caracterizada por uma anemia hemolítica (destruição dos glóbulos vermelhos). Mucosas pálidas e febre estão entre os principais sinais.
Gabarito comentado
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Tema central: Babesiose canina é uma hemoparasitose por Babesia spp. transmitida por carrapatos, cursando com hemólise e apresentações clínicas que variam de subclínica a hiperaguda. Reconhecer cada fase depende de palavras‑chave do enunciado.
Gabarito: C (4 – 1 – 3 – 2)
Justificativa da sequência correta:
• “Fase mais difícil de detectar; sem sintomas aparentes” → Forma subclínica (4). O animal é portador, com parasitemia baixa; muitas vezes só PCR detecta. Tutores podem não notar alterações.
• “Recém-nascidos/filhotes; choque, hipotermia, hipóxia tissular” → Forma hiperaguda (1). Ocorre em parasitemia maciça e imaturidade imune; pode evoluir rapidamente para colapso e óbito.
• “Parasitados há muito tempo; depressão, fraqueza, perda de peso; febre intermitente” → Forma crônica (3). Inflamação persistente, anemia leve a moderada e sinais inespecíficos.
• “Mais comum; anemia hemolítica; mucosas pálidas e febre” → Forma aguda (2). Hemólise intravascular/extravascular gera palidez, icterícia, esplenomegalia, possível hemoglobinúria.
Estrategia de prova: associe assintomático à subclínica; choque/filhotes à hiperaguda; tempo prolongado/perda de peso/febre intermitente à crônica; e anemia hemolítica à fase aguda.
Diagnóstico (revisão rápida): esfregaço sanguíneo (melhor em quadros agudos/hiperagudos), PCR (mais sensível, útil nas formas subclínica/crônica), sorologia (ex.: IFI). Hemograma: anemia regenerativa, trombocitopenia; bioquímica: hiperbilirrubinemia. Referências: Merck Veterinary Manual; Greene’s Infectious Diseases of the Dog and Cat.
Tratamento (essencial para raciocínio clínico): Babesia canis: imidocarb dipropionato; Babesia gibsoni: atovaquona + azitromicina. Suporte: fluidos, transfusão se necessário, controle de dor e de carrapatos. (Merck Vet Manual; WSAVA/ESCCAP sobre controle de ectoparasitas).
Análise das alternativas incorretas:
• A (2 – 3 – 1 – 4): troca a subclínica pela aguda no primeiro item e inverte crônica/hiperaguda nos itens centrais; conflita com as palavras‑chave “assintomático” e “choque”.
• B (1 – 4 – 2 – 3): coloca hiperaguda como assintomática e subclínica como quadro de choque; incompatível com a fisiopatologia da parasitemia elevada.
• D (3 – 4 – 1 – 2): inicia com crônica para descrição assintomática e empurra hiperaguda para o terceiro item; ignora que a crônica cursa com sinais inespecíficos, não ausência total deles.
Mensagem-chave: identifique gatilhos semânticos: assintomático→subclínica; choque/filhotes→hiperaguda; perda de peso crônica→crônica; anemia hemolítica comum→aguda.
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