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Com relação às complicações do infarto do miocárdio (IAM), julgue o item subsequente.
Pacientes com alterações eletrocardiográficas, sintomas e
sinais sugestivos de ruptura, devem ser submetidos ao
ecocardiograma à beira do leito e, se for visualizado aumento
do líquido pericárdico, a pericardiocentese deve ser realizada
para diagnóstico e indicação imediata de cirurgia.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda as complicações mecânicas do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), com foco na ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo e suas condutas imediatas diante de suspeita clínica e achado ecocardiográfico de derrame pericárdico.
Análise e justificativa da alternativa correta (C):
A ruptura da parede livre do VE é complicação grave e rapidamente fatal do IAM, normalmente levando ao tamponamento cardíaco, que se manifesta por hipotensão súbita, turgência jugular, abafamento de bulhas e choque cardiogênico. Nessas situações, o ecocardiograma à beira do leito é ferramenta diagnóstica essencial, pois permite identificar de forma rápida a presença de derrame pericárdico significativo e alterações compatíveis com tamponamento.
Segundo o “Planejamento terapêutico - Infarto Agudo do Miocárdio” do Ministério da Saúde: “Ruptura da Parede livre do VE: Diagnóstico: Ecocardiográfico. Tratamento: Cirurgia de reparo de emergência. Drenagem pericárdica pode ser necessária para alívio do tamponamento cardíaco, antes da correção cirúrgica.”
Na prática clínica, a pericardiocentese é indicada quando há instabilidade hemodinâmica secundária ao tamponamento, promovendo alívio temporário antes da correção cirúrgica definitiva, que é o tratamento resolutivo.
Análise crítica das alternativas:
Alternativa C – Certo: Corretíssima. Apresenta a conduta esperada diante da suspeita de ruptura ventricular pós-IAM, de acordo com as melhores práticas e as diretrizes citadas.
Alternativa E – Errado: Incorreta, pois não realizar ecocardiograma ou pericardiocentese em paciente instável com sinais de tamponamento pode ser fatal. Ignorar essa abordagem resultaria em falha grave de conduta médica.
Dicas para futuras questões: Sempre atente para palavras-chave como “instabilidade hemodinâmica”, “tamponamento”, “ecocardiograma” e “conduta emergencial”. Pegadinhas podem surgir negando a necessidade do ecocardiograma ou sugerindo observação em quadros descompensados, o que contradiz protocolos.
Obras de referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine; Diretriz de IAM – Sociedade Brasileira de Cardiologia; PCDT do Ministério da Saúde.
Resumo: Diante de sinais de ruptura cardíaca pós-IAM e derrame pericárdico, a indicação de ecocardiograma rápido e pericardiocentese para estabilização até cirurgia é a conduta correta, fundamentada em evidência científica robusta.
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